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COLEGAS FAÇAM UM BALANÇO E VOTEM EM CONSCIÊNCIA

 

O FORUMENFERMAGEM "ESMIUÇA" ALGUNS FACTOS POLÍTICOS A TER EM CONTA:

 

 

Top 10 dos tesourinhos deprimentes deste Governo em Relação à Enfermagem

 

 

1

DESEMPREGO DOS JOVENS LICENCIADOS

 

Ao mesmo tempo que aumentou a Formação, diminuiu a contratação de enfermeiros. Segundo estudo da OE (set 2009), mais de 27% dos recém-licenciados não se encontravam a exercer a profissão e, considerando apenas os enfermeiros formados em 2008, a percentagem de enfermeiros fora do exercício da profissão ascende a 49%.

 

O programa eleitoral delineado por José Socrates (pág. 73), insiste em aumentar ainda mais o número de vagas para a formação de base.

 

 

 

2

CARREIRA COM DESVALORIZAÇÃO

 

Após várias manifestações e dias de greve, o Ministério da Saúde protelou as decisões até ao final do mandato.

 

O Governo e Sindicatos da Enfermagem acordaram a estrutura de Carreira, publicada em 22 de Setembro de 2009. Duas mãos (247/2009 e 248/2009) cheias de quase nada. Dois Diplomas para operacionalizar a discriminação dos enfermeiros contratados. A Expectativas dos TODOS os Enfermeiros saíram goradas:

 

 

excerto do 247/2009

 

 

 

Para quem anda menos atento, respire fundo antes de ler o que se conseguiu para

a Enfermagem Portuguesa do século XXI, a que é reconhecida mundialmente,

menos pelo país de origem:

 

Pizarro,perfilado para Ministro da Saúde, em próximo mandato

Enfermeiros a Contrato (dec-lei 247/2009): têm de esperar pelo acordo colectivo de trabalho para saber quanto vão auferir e como se vai processar o acesso à carreira especial, mantêm as 40 horas de trabalho à luz do código de trabalho, no diploma não é contemplado o acesso aos cargos de chefia e gestão.

 

Enfermeiros da Função Pública (dec-lei 248/2009): vão ter de esperar por Diploma próprio para saber se vão ser equiparados a licenciados, como se vai fazer a transição para a nova carreira, e qual o regime de avaliação de desempenho que lhes vai ser aplicado.

 

Na negociação que falta fazer (chamada 2da fase), o Ministério não passa dos 1200 euros de entrada (valor abaixo dos restantes licenciados da FP), e apenas admite pagar esse valor aos enfermeiros que venham a ser admitidos. Enfermeiros com mais de 8 anos de carreira irão ganhar abaixo dos enfermeiros recém-licenciados. Para os Enfermeiros a auferir acima dos 1200 não existe qualquer tipo de aumento.

 

Actualmente e com esta nova carreira somos discriminados em relação a outros licenciados da Função Pública e entre colegas Contratados e colegas em Funções do Estado. Com a extinção da Função Pública, o caminho do futuro será sermos todos contratados, isto é, equitativamente discriminados.

 

 

 

 

3

UCCs METIDAS NA GAVETA

 

Com meses de atraso, em Abril de 2009 foi publicado o despacho que regulamenta as Unidades de Cuidados na Comunidade, cuja liderança está a cargo de enfermeiros.

 

Até hoje não há uma única unidade no terreno.

 

A política de incentivos é discriminatória em relação às USFs. Os recém-licenciados estão arredados de participar neste tipo de unidades. 

 

 

 

 

4

CARREIRA DOS PARAMÉDICOS

 

O Governo está a preparar substituição dos enfermeiros do pré-hospitalar por TAEs.

 

O Sindicato que representa os TAEs, referiram em audiência na Assembleia da República que os enfermeiros NÃO têm competência para exercer no Pré-hospitalar.

 

Um dos responsáveis por esta trapalhada é o Dr. Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde, verdadeiro Carrasco dos Enfermeiros.

 

Pizarro,perfilado para Ministro da Saúde, em próximo mandato

 

 

 

 

5

USURPAÇÃO DE FUNÇÕES PELOS FARMACÊUTICOS

 

Começou pela Vacinação. Foi o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos que, em Abril de 2007, anunciou o alargamento das competências das farmácias. Mas foi necessário publicar uma portaria para que fossem contempladas (in Diário de Notícias).

 

A OE publicou um parecer sobre este assunto que apontava para a Vacinação em farmácias só com enfermeiros. Orientou os profissionais para que estes não realizem "acções de formação que permitam transferir para outros profissionais as competências da sua actividade profissional".

 

A Ordem dos Enfermeiros avançou em 22 de Setembro com acção junto do Tribunal Administrativo contra as Farmácias.

 

 

 

 

6

HIERARQUIAS ANTI-DEMOCRÁTICAS DO HOSPITAL S. JOÃO

(A LEI DOS BOYS)

 

Em Maio os jornais deram conta do caso do Colega que foi perseguido com transferência de serviço e processo disciplinar. A perseguição por parte da Directora de Serviço e restante hierarquia teve como origem o facto do Colega ter denunciado irregularidades no seu serviço e ter escrito carta ao Sr. Presidente da República.

 

Pizarro,perfilado para Ministro da Saúde, em próximo mandato

 

 

O caso foi arquivado depois do Bloco de Esquerda ter interpelado a Ministra Ana Jorge no Parlamento, e Cavaco Silva ter reagido à notícia.

 

 

 

 

7

SAÚDE 24 A FERRO E FOGO. LCS Vs ENFERMEIROS

(A LEI DOS BOYS II)

 

Ano de 2008, a Enfª Supervisora da Linha Saúde 24 Ana Rita Cavaco escreve em conjunto com outros colegas carta à Ministra da Saúde, Ana Jorge. O objectivo foi denunciar o mau funcionamento da linha.

 

Como resultado foi a suspensão de Ana Rita e mais 8 enfermeiros pela empresa (LCS) que gere a linha.

 

Em Maio de 2009, a Direcção Geral da Saúde (DGS) viria a renovar o contrato com a Linha de Cuidados de Saúde SA (LCS), que faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos. Nessa altura, a enfermeira Ana Rita Cavaco denunciou que praticamente nada foi alterado em relação às falhas apontadas no serviço», acrescentando que «em relação à conflitualidade laboral, continua tudo na mesma».

 

Pizarro,perfilado para Ministro da Saúde, em próximo mandato

 

 

No entanto em Agosto de 2009, no contexto do plano de combate à Gripe A, a Ministra Ana Jorge referiu estar indignada com as falhas da linha Saúde 24. Ana Jorge já marcou mesmo uma reunião para apurar responsabilidades, pois só tem atendido um terço dos casos estabelecidos no contrato.

 

 

 

 

8

GRIPE A E CARÊNCIA DE RECURSOS

 

Apesar de o discurso das entidades oficiais estar orientado para dar visibilidade ao combate à uma eventual Pandemina de Gripe A.

 

A verdade é que não há um plano sério de reforço pela contratação de Recursos Humanos, nomeadamente enfermeiros, mais uma vez por motivos economicistas. Outras áreas de cuidados começam a ficar sobrecarregadas e comprometidas , como seja a operacionalidade do INEM, ou o atendimento dos cuidados primários.

 

A estratégia da tutela é pedir a médicos e enfermeiros para abdicarem das férias até Dezembro. O Ministério da Saúde diz que está estudar formas de compensar este esforço extra que vai ser pedido a médicos e enfermeiros. Uma das hipóteses que está a ser estudada é que as férias destes profissionais sejam gozadas só a partir de Maio do próximo ano.

 

 

 

 

9

O ATRASO NAS DECISÕES SOBRE O MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

 

O Ministério da Saúde aceitou o compromisso, o Conselho de Ministros aprovou, a Assembleia da República aprovou e finalmente o Presidente da República promulgou (Lei nº 111/2009 de 16 de Setembro).

 

Mais uma vez, um processo que foi arrastado até ao último momento.

 

A Alteração dos Estatutos da Ordem dos Enfermeiros tem sido um processo moroso, e que só tem avançado com muito esforço das organizações que regulam e representam os enfermeiros.

 

Este avanço tem sido feito à custa de uma luta contra um grupo minoritário da profissão.

 

Dada a agenda atribulada, a Regulamentação do Modelo de Desenvolvimento Profissional com o qual o MS se tinha comprometido, passa para a próxima legislatura. Esta regulamentação é fundamental para a introdução de um Período de Exercício Profissional Tutelado para os jovens licenciados, que venha promover a segurança dos cuidados e a estabilidade profissional na transição entre o curso e a profissão.

 

 

 

 

10

AUTISMO PERANTE A MAIOR PETIÇÃO PÚBLICA DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

 

 

 

Em 16 de Julho de 2009, foi entregue no Ministério da Saúde uma petição com mais de 10.000 enfermeiros signatários. Iniciativa de um grupo de blogs e do Forumenfermagem.

 

Representa a maior petição de sempre dos enfermeiros portugueses, e um acto cívico significativo ao contar com mais do dobro das assinaturas necessárias para obrigar a discutir o assunto da Carreira em plenário da Assembleia da República.

 

A Ministra da Saúde não teve qualquer tipo de comentário quanto a este acto espontâneo de Cidadania.

 

O texto da Petição alertava para a crescente insatisfação dos enfermeiros que colocava em causa a participação do Maior Grupo Profissional da área da Saúde nas Reformas em curso.

 

 

 

Independentemente do Governo que suceder os Enfermeiros não se deixarão "esmiuçar".

 

Está mais do que no momento de acordar a Enfermagem Portuguesa.

 

 

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