Social:
Nos dois meses que lhe restam até às eleições, a ministra da Saúde quer contratar auxiliares e técnicos para o Serviço Nacional de Saúde. Foi nestas profissões “investimos menos”, lamenta.
Marta Temido tem esperança de que seja aprovada a lei de bases da saúde. Considera que a opção pelas Parcerias Público-Privadas na saúde não deve sair do texto, mas na prática estas devem, tendencialmente, acabar. E anuncia reforço de assistentes operacionais e técnicos no SNS.
A ministra lamenta a “campanha” contra o SNS, sem nunca criticar o ministro das Finanças. Pelo contrário, até diz que Mário Centeno já a tem ajudado a “dormir melhor”. E acusa os médicos , ao apelarem ao primeiro-ministro para negociar, de estarem a portar-se como crianças com a atitude de “a mãe não dá, vou pedir ao pai”
Desde que entrou para o Governo, Marta Temido ainda não teve tempo para avançar com as mudanças que defende para o Serviço Nacional de Saúde. Mas já prepara algumas, como a do regresso à possibilidade de os médicos optarem pela exclusividade no serviço público ganhando mais. A ministra lamenta a “campanha” contra o SNS, sem nunca criticar Centeno.
Observatório Português dos Sistemas de Saúde critica falta de compromisso do próprio Estado e dos sucessivos governos na área da Saúde Mental.
A ex-ministra de um governo PS, Ana Jorge, diz que o SNS está “em forte crise” e o ex-ministro social-democrata Fernando Leal da Costa defende que está “pior”.