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quarta, 12 maio 2010 02:27

Barómetro Forumenfermagem: Que futuro para a Profissão?

Escrito por  Enf. Pedro Machado, Enf. Pedro Silva, Enf. José Martins

Os Enfermeiros constituem, actualmente, uma comunidade profissional e científica da maior relevância no funcionamento do sistema de saúde e na garantia do acesso da população a cuidados de saúde de qualidade, em especial em cuidados de enfermagem.

 


 

PARTE I - A Enfermagem e o cenário social e político

 

 

“Os Enfermeiros constituem, actualmente, uma comunidade profissional e científica da maior relevância no funcionamento do sistema de saúde e na garantia do acesso da população a cuidados de saúde de qualidade, em especial em cuidados de enfermagem.”

 

Competências dos Enfermeiros de Cuidados Gerais (Ordem dos Enfermeiros, 2003)

 

Já lá vão sete anos sobre a definição das competências dos Enfermeiros de Cuidados Gerais. A Enfermagem evoluiu, deu um salto quantitativo e qualitativo mas continua a surpreender: após todos estes anos assistimos à delineação do Modelo de Desenvolvimento Pessoal (MDP) e certificação de competências, assim como à definição de novas Especialidades e de directivas para implementação de Resumos Mínimos de Dados de Enfermagem (RDME), todas estas iniciativas conducentes à melhoria da qualidade e segurança dos cuidados de Enfermagem e, por conseguinte, dos cuidados de saúde em Portugal. Este crescimento ocorre em paralelo com iniciativas paulatinas de desenvolvimento académico e científico, conducentes ao fortalecimento da disciplina.

 

Tal evolução, diluída na sociedade, não tem sido acompanhada da devido reposicionamento dos enfermeiros no sistema de saúde, o que se reflecte na indefinição de carreira, falta de aposta na profissão pelo poder político e instabilidade laboral constante. A actual crise (social, económica e de liderança política) poderá estar a criar constrangimentos, os quais poderão afectar o desenvolvimento da profissão. A adesão às formas de reivindicação propostas pelos Sindicatos tem vindo a aumentar exponencialmente, em virtude da gravidade da situação actual, o que tem resultado em acções de relevo e visibilidade nunca antes vistas; no entanto, têm-se mostrado insuficientes face à “intransigência” do poder político.

 

Que fazer para alterar este panorama? Que meios devem empregar e que actividades devem as instituições responsáveis pela defesa da profissão de Enfermagem fazer, dentro da sua responsabilidade, de forma a melhorar a carreira e condições laborais? As estratégias usadas têm sido as mais consensuais? Os actores envolvidos têm assumido correctamente o seu papel? Até que ponto os enfermeiros estão dispostos a fazer algo pela profissão, e qual a sua perspectiva política sobre a conjuntura actual?

 

De forma a responder a estas e outras questões, os responsáveis pelo Forumenfermagem (FE) (Enf. Pedro Miguel Machado e Enf. Pedro José Silva) e o Blogue essenciasdeenfermagem.blogspot.com (Enf. José Martins) elaboraram o Barómetro Forumenfermagem, cujo objectivo é conhecer as opiniões / sugestões /aspirações de enfermeiros e estudantes de enfermagem (membros registados do Forumenfermagem.org) quanto às mais variadas temáticas decisivas da profissão, assim como dos diversos "actores" que a influenciam. . Não pretende constituir uma base para julgamentos de valor, antes apontar quais as opiniões mais consensuais sobre diversas matérias, para que se possa identificar os aspectos positivos e menos positivos, dando pistas construtivas de mudança e melhoria.

 

De notar que a elaboração do Barómetro foi feita à margem de qualquer grupo/estrutura relacionados com Ordem dos Enfermeiros, sindicatos e/ou partidos políticos, estando por isso isenta de qualquer pressão, juízos de valor ou interesses relacionados com tais grupos. O barómetro foi publicado no Forumenfermagem.org, apenas acessível a utilizadores registados, de 16 a 30 de Abril de 2010, após publicitação em newsletter e diversos blogues, obtendo-se no final cerca de 974 respostas.

 

A publicação de resultados far-se-á em dois artigos: no primeiro serão abordadas as questões relacionadas com a percepção dos enfermeiros sobre a situação e posicionamento da profissão na sociedade e o segundo (a publicar brevemente) na qual serão abordados aspectos mais “internos” ou de contexto da própria profissão (concordância com a actuação de representantes de organizações profissionais, percepção sobre a operacionalização de sistemas de documentação em enfermagem, etc).

 

No dia 12 de Maio, celebramos o Dia Internacional do Enfermeiro, cujo tema deste ano é “Servir a comunidade e garantir a qualidade: os enfermeiros na vanguarda dos cuidados na doença crónica”. Que celebramos neste dia? Que novos horizontes se avizinham? Que queremos da nossa profissão? Será que devemos perguntar o que queremos que a Enfermagem faça por nós ou o que nós podemos fazer pela Enfermagem?

Este barómetro não obedece aos critérios de validade científica das sondagens e não pretende representar com rigor as opções dos enfermeiros em geral nem dos enfermeiros utilizadores da Internet. Ele tem um valor meramente indicativo das preferências dos nossos membros registados. O controlo das respostas foi efectuado através da colocação do questionário em área reservada a membros registados.

 

 


 

1 - Resultados

 


1.1 -Amostra

 

 

Olhando para a distribuição abaixo representada, contamos com 974 participações de membros do FE, sendo que a maioria dos participantes (59%) refere experiência profissional de 2 ou menos anos (33%) ou ausência de experiência (26%). O local de trabalho dos participantes é sobretudo em contexto hospitalar (55%), realçando-se que apenas 2% são trabalhadores independentes e 4% saíram de Portugal para poder exercer a profissão. A maior parte dos participantes (74%) são enfermeiros de cuidados gerais, sendo que a maioria não é sindicalizada (54,3%, já com a exclusão dos estudantes).

Experiência Profissional

Sem Experiência 249 26%
1-2 anos 319 33%
3-5 anos 151 16%
5-10 anos 111 11%
Mais 11 anos 144 15%

 

 

Local Principal de Prestação de Cuidados

Hospital internamento 369 38%
Hospital B.O. 50 5%
Hospital Consultas Externas 8 1%

Hospital outro

106 11%
Comunidade Centro de Saúde 81 8%
Comunidade USF 26 3%
Comunidade UCC 9 1%
Comunidade outro 11 1%

RNCCI

40 4%
Lar de Idosos 30 3%
Clínica Privada 35 4%
Empresa de Prestação de Cuidados 1 11%
Trabalhador Independente 22 2%
Saí de Portugal para exercer Enfermagem 43 4%
Outro 133 14%

 

Em que fase do desenvolvimento profissional ou área de exercício se encontra?

Estudante de Licenciatura de Enfermagem 155 16%
Enfermeiro de Cuidados Gerais 723 74%
Enfermeiro Especialista 80 8%
Enfermeiro Gestor (Chefe, Supervisor, Director) 13 1%
Enfermeiro Docente 3 0%

 

 


É Sindicalizado?

Sim 445 45.7%
Não 529 54.3%

 

 


1.2 - Reconhecimento social, autonomia, salário, protecção contra o risco, liderança de Enfermagem

 


A grande maioria dos participantes discorda de algum modo (82%) com a afirmação da Enfermagem ser uma profissão de elevado reconhecimento social, não reconhece autonomia no seu local de trabalho (43%) ou não tem opinião sobre o assunto (29%), a quase totalidade (98%) não reconhece que o salário auferido reflicta o risco, responsabilidade e penosidade profissionais, 37% discorda que se pratique uma relação multidisciplinar no local de trabalho e 33% não tem opinião sobre o assunto, 41% reconhece ter medidas de protecção eficazes face aos riscos da prática profissional e a maioria (66%) discorda que as lideranças de enfermagem defendam os interesses da classe.

 

Estes dados revelam uma percepção negativa dos participantes face a inúmeras situações que condicionam a autonomia científica e técnica da Enfermagem. Apesar de estar definido pela OE que “… os enfermeiros têm uma actuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de idêntico nível de dignidade e autonomia no exercício profissional” e que “…as intervenções dos enfermeiros são autónomas e interdependentes” (Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais, 2003), existe ainda um conjunto de situações, de acordo com a maioria dos participantes, que não reflectem esta mesma autonomia. Será que estes princípios, publicados em 2003, ainda não fazem parte da cultura de saúde do nosso País? Porquê? Que será necessário alterar?

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- Em Portugal, a Enfermagem é uma profissão de elevado reconhecimento social;

Discordo em absoluto

197 20%
Discordo 601 62%
Não concordo nem discordo 100 10%
Concordo 69 7%
Estou totalmente de acordo 7 1%

 

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- Os Enfermeiros usufruem de grande autonomia no seu local de trabalho;

Discordo em absoluto

42 4%
Discordo 384 39%
Não concordo nem discordo 279 29%
Concordo 241 25%
ETA 28 3%

 

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- O Enfermeiro aufere um salário que é justo, digno e adequado ás suas responsabilidades profissionais;

Discordo em absoluto

782 80%
Discordo 171 18%
Não concordo nem discordo 14 1%
Concordo 2 0%
Estou totalmente de acordo 5 1%

 

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- Pratica-se uma verdadeira relação multidisciplinar no meu local de trabalho;

Discordo em absoluto

79 8%
Discordo 284 29%
Não concordo nem discordo 325 33%
Concordo 250 26%
Estou totalmente de acordo 36 4%

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- São-me disponibilizadas no meu local de trabalho medidas de protecção eficazes face ao risco a que estou sujeito;

Discordo em absoluto

79 8%
Discordo 236 24%
Não concordo nem discordo 260 27%
Concordo 341 35%
Estou totalmente de acordo 58 6%

 

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- As lideranças de enfermagem defendem arduamente e acima de tudo os interesses da classe;

Discordo em absoluto

233 24%
Discordo 410 42%
Não concordo nem discordo 209 21%
Concordo 106 11%
Estou totalmente de acordo 16 2%

 

 



1.3 - Enfermagem e sua relação com a comunicação social (Media)

 

A maioria dos participantes (92%) percepciona que os media não difundem o trabalho dos enfermeiros, não dão cobertura às suas reivindicações (54%), não divulgam as iniciativas dirigidas aos cidadãos organizadas por enfermeiros (89%) e que os media dão mais cobertura aos outros grupos profissionais que aos enfermeiros (94%).

 

Estes dados, bastante consensuais, podem levar-nos a reflectir diversas questões:

- Será que os media têm verdadeiro conhecimento das reais competências e conhecimentos dos Enfermeiros? E estes, têm procurado articular-se com os media no sentido de partilhar essa realidade?

- Será que os enfermeiros se têm preocupado em mostrar à população qual a natureza do seu trabalho?

- Qual tem sido a estratégia comunicacional das organizações de enfermagem nesta matéria? Os enfermeiros têm sido motivados a reflectir sobre esta temática e partilhar os seus conhecimentos?

- Os enfermeiros ocupam lugares de destaque nos media, quando se trata de comentar assuntos ligados à saúde?

- Será que a realidade dos outros profissionais é mais importante que a nossa? Será essa a condicionante para maior exposição, caso exista?

 

 

Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Difundem o trabalho dos enfermeiros;

Nada

308 32%
Pouco 587 60%
Sem opinião 18 2%
Algo 59 6%
Bastante 2 0%

 

 


Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Dão cobertura aos protestos/revindicações dos enfermeiros;

Nada

29 3%
Pouco 492 51%
Sem opinião 27 3%
Algo 396 41%
Bastante 30 3%

 






Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Divulgam iniciativas dirigidas aos cidadãos organizadas pelos enfermeiros;

Nada

346 36%
Pouco 512 53%
Sem opinião 37 4%
Algo 77 8%
Bastante 2 0%

 


Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Dão mais cobertura a outras classes profissionais que aos enfermeiros;

Nada

10 1%
Pouco 14 1%
Sem opinião 40 4%
Algo 173 18%
Bastante 737 76%

 



1.4- Enfermagem e Política de Saúde

 

Questionados sobre diversas temáticas no âmbito da enfermagem e política de saúde, cerca de metade dos participantes (50%) discorda da actual conjuntura que permite que as lideranças de enfermagem sejam escolhidas por nomeação, sendo que 23% não tem opinião e apenas 27% concorda; 60% discorda do actual ritmo de formação de enfermeiros licenciados; 55% não concorda que os enfermeiros estejam presentes e condicionem politicamente as decisões referentes à classe; 77% percepciona a existência de forças contrárias ao crescimento da profissão em Portugal.

 

A percepção expressa por metade dos participantes é contrária à eleição de cargos de chefia por nomeação. Esta situação constitui a máxima ameaça à profissão, uma vez que essa nomeação pode não ter em conta o mérito, mas o controlo e condicionamento dos enfermeiros de um determinado local e é sabido que o controlo exercido no topo da hierarquia condiciona toda a cadeia. Urge formar chefias com base em valores de integridade, honestidade e pensamento de equipa, no intuito de defender e desenvolver a profissão. Como se observa, 66% dos participantes não estão satisfeitos com o papel das suas chefias na defesa da profissão. Sintomático?

 

A maioria (60%) discorda ainda com o actual ritmos de formação de enfermeiros, sendo necessário identificar se no sentido positivo ou negativo. Pois se considerarmos o ritmo de formação elevado face aos 3500 desempregados em Enfermagem (segundo os sindicatos e com perspectivas de aumento a cada ano), observamos que a maioria discorda desta situação. De facto, o aumento constante de vagas no curso de enfermagem só tem provado beneficiar duas entidades: o Governo que, mantendo um ritmo de formação elevado contribuí para o aumento de desemprego de jovens enfermeiros e mantém o preço desse serviço sob controlo (segundo as leis do mercado) e as escolas que, ganhando segundo maior número de alunos inscritos (seja em licenciatura, especialidades ou outras formações), mantém os financiamentos e os empregos dos seus associados. É uma prática que está a debilitar a profissão, retirando-lhe força reivindicativa e poder na sociedade. A falta de uma visão minimamente corporativista, contraposta com os incentivos verbais à formação de enfermeiros constante por parte da Ordem e alguns Sindicatos (na suposta defesa do interesse dos cidadãos por cuidados de qualidade, sabendo-se que por mais enfermeiros “que faltem”, o Governo nunca vai abrir vagas para eles), tem um efeito paradoxal: ao invés da formação de enfermeiros contribuir para segurança e cuidados de acordo com as necessidades das populações, está a atirar profissionais para o desemprego e criar péssimas condições para quem trabalha, gerando desmotivação, desinteresse, depressão, que conduz inevitavelmente a maus cuidados de enfermagem, ou pelo menos piores do que podiam ser.

 

Finalmente, existe a percepção da existência de forças contrárias ao desenvolvimento da profissão! Qual a razão de tal percepção? Será isto sentido nos locais de trabalho? Haverá a ameaça fantasma de “roubo” de competências por parte de outros profissionais?

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma?

- Eleição das lideranças de enfermagem (chefes, supervisores e directores) ser feita por nomeação;

Discordo em absoluto

209 21%
Discordo 283 29%
Não concordo nem discordo 224 23%
Concordo 210 22%
Estou totalmente de acordo 48 5%

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma?

- Manutenção do actual ritmo de formação na licenciatura em Enfermagem;

Discordo em absoluto

252 26%
Discordo 330 34%
Não concordo nem discordo 174 18%
Concordo 198 20%
Estou totalmente de acordo 20 2%





Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma?

- Os enfermeiros marcam presença na vida política e têm peso significativo nas decisões políticas referentes à classe;

 

Discordo em absoluto

234 24%
Discordo 305 31%
Não concordo nem discordo 100 10%
Concordo 188 19%
Estou totalmente de acordo 147 15%


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma ?

- Existe pressão de outros grupos profissionais na regressão/ impedimento/ atraso de crescimento da profissão;

Discordo em absoluto

12 1%

Discordo

57 6%
Não concordo nem discordo 161 17%
Concordo 398 41%
Estou totalmente de acordo 346 36%

 


1.5 - Divulgação do papel do enfermeiro, dotações, rácios

 

93% dos participantes discorda com a actual divulgação do papel do enfermeiro à população, a grande maioria (95%) discorda com as dotações de enfermeiros nos serviços onde trabalha, 45% discorda do uso de rácios da OCDE (ou comparações europeias) para justificar a falta de enfermeiros no País, sendo que nesta questão 33% da amostra não tem opinião sobre o assunto.

 

As dotações são referidas como efectivamente inadequadas (95%), sendo que a maioria da população desconhece os riscos acrescidos que dotações inseguras acarretam para a qualidade dos cuidados e segurança dos próprios utentes (http://www.calnurses.org/assets/pdf/ratios/ratios_patient_safety.pdf).

 

O uso de rácios da OCDE para sustentar o argumento da falta de enfermeiros1 pode ser tem sido colocado em causa na opinião dos inquiridos.A média de Portugal (onde se contabilizam apenas enfermeiros, pois não há técnicos ou auxiliares de enfermagem) é contabilizada de modo diferente da OCDE (havendo países em que Enfermeiros = Enfermeiros e Auxiliares de Enfermagem e técnicos), pelo que a média portuguesa eventualmente poderia ser sempre mais baixa que a Europeia. Para além deste facto, o aumento do número de profissionais que esta comparação “pede” de forma a dar resposta às necessidades em cuidados de saúde dos portugueses deve ter em conta o facto do mercado não estar a absorver os jovens profissionais de enfermagem2 e de o poder político não criar recursos institucionais que respondam a essas mesmas necessidades.

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações no seio da profissão?

- O papel do Enfermeiro é correctamente divulgado junto da população Portuguesa;

Discordo em absoluto

312 32%

Discordo

592 61%
Não concordo nem discordo 52 5%

Concordo

17 2%
Estou totalmente de acordo 1 0%

 



Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações no seio da profissão

- As dotações / nr de enfermeiros nos serviços de saúde são as adequadas (por forma a assegurar a qualidade e segurança dos cuidados);

Discordo em absoluto

627 64%
Discordo 303 31%
Não concordo nem discordo 2 63%
Concordo 10 1%
Estou totalmente de acordo 8 1%

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações no seio da profissão ?

- O uso dos rácios da OCDE para justificação de falta de enfermeiros é uma prática correcta e benéfica para a profissão.

Discordo em absoluto

222 23%
Discordo 218 22%
Não concordo nem discordo 319 33%
Concordo 171 18%
Estou totalmente de acordo 44 5%

 



1.6 - Como avalia o papel desempenhado pelas seguintes personalidades/instituições/espaços web na defesa da função social, dignidade e prestígio da Enfermagem portuguesa (até à data do presente questionário)?

 

Os resultados são claros, à excepção do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Socialista (PS), a maioria dos participantes não tem opinião formada ou desconhece o papel dos partidos políticos na defesa da função social, dignidade e prestígio da Enfermagem portuguesa. No caso do BE, a maioria está satisfeita com o seu papel (51%), a seguir vem o PCP (32%); este dado poderá estar relacionado com as recentes interpelações dos deputados do BE na Assembleia da República sobre os enfermeiros. Já no caso do PS, 72% consideram má a actuação do partido neste âmbito, ficando a seguir o PSD com 52% de opiniões negativas. O PS parece estar a pagar a factura em termos de popularidade devido ao braço de ferro com a classe. De acordo com os participantes do barómetro, são os partidos com maior “representação parlamentar” aqueles que menos defendem a profissão de Enfermagem.

 

Bloco Esquerda

Muito Mau

58 6%
Mau 112 11%
Sem Opinião / Desconheço 308 32%
Satisfaz 408 42%
Satisfaz Bem 88 9%

 



PCP/CDU

Muito Mau

79 8%
Mau 156 16%
Sem Opinião / Desconheço 423 43%
Satisfaz 276 28%
Satisfaz Bem 40 4%

 




CDS-PP

Muito Mau

142 15%
Mau 227 23%
Sem Opinião / Desconheço 471 48%
Satisfaz 119 12%
Satisfaz Bem 15 2%

 



PSD

Muito Mau

219 22%
Mau 297 30%
Sem Opinião / Desconheço 379 39%
Satisfaz 71 7%
Satisfaz Bem 8 1%

 


PS

Muito Mau

438 45%
Mau 260 27%
Sem Opinião / Desconheço 263 27%
Satisfaz 13 1%
Satisfaz Bem 0 0%

 


No que concerne aos nossos representantes directos, a grande maioria dos participantes (95%) considera má ou muito má a actuação da Ministra da Saúde, Ana Jorge, na defesa da Enfermagem Portuguesa, seguindo-se o Primeiro-Ministro (PM) com 89% e o Secretário de Estado Adjunto da Saúde com 80% de opiniões negativas. Tais percentagens reflectem a situação actual: a Ministra da Saúde é responsabilizada desta maneira pelos avanços e recuos que tendem a dilatar a negociação da carreira, o PM diz que “não cede a pressões” e Manuel Pizarro gere um Plano Estratégico de Recursos Humanos da Emergência Pré-hospitalar3 na qual se pretende eliminar os Enfermeiros do Pré-hospitalar (em vez de reconverter os milhares de enfermeiros desempregados, no qual já foi investido bastante dinheiro do Estado para os formar) e substituí-los por técnicos com conhecimentos limitados mas escandalosamente semelhantes, formados de raiz, para responder a situações muito específicas.



Primeiro-Ministro, José Sócrates

Muito Mau

586 60%
Mau 278 29%
Sem Opinião / Desconheço 96 10%

Satisfaz

12 1%
Satisfaz Bem 2 0%

 


Ana Jorge (Ministra da Saúde)

Muito Mau

690 71%
Mau 231 24%
Sem Opinião / Desconheço 38 4%
Satisfaz 14 1%
Satisfaz Bem 1 0%

 


Manuel Pizarro (Secretário de Estado Adjunto da Saúde)

Muito Mau

562 58%
Mau 214 22%
Sem Opinião / Desconheço 184 19%
Satisfaz 14 1%
Satisfaz Bem 0 0%

 






2 - Enfermagem e medidas reivindicativas

 

Uma percentagem significativa dos participantes no barómetro (41%) refere ter participado na última manifestação em Lisboa. Quanto ao impacto dessa iniciativa na sociedade portuguesa, a opinião encontra-se dividida, sendo que 40% referem que a dita manifestação teve algum impacto e 30% refere ter tido bastante e muito; 65% referem ter havido pouco a nenhum impacto na alteração das políticas governamentais face à Enfermagem; finalmente 31% dos participantes considera que teve pouco impacto na comunicação social e 43% algum.

 

Participou na última manifestação de enfermeiros, em Lisboa, a 29 de Janeiro?

Sim

402 41%
Não 572 59%

 


2.1 - Impacto das últimas medidas reivindicativas

 

 

Na sociedade Portuguesa

Nenhum

54 6%
Pouco 243 25%
Algum 388 40%
Bastante 243 25%
Muito 46 5%

 



Na política do governo face à enfermagem

Nenhum

227 23%
Pouco 408 42%
Algum 252 26%
Bastante 73 7%
Muito 14 1%

 


Na comunicação social

Nenhum

57 6%
Pouco 302 31%
Algum 422 43%
Bastante 160 16%
Muito 33 3%

 




2.2 - Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes medidas de reivindicação, na eventualidade de um futuro impasse nas rondas negociais da Carreira de Enfermagem

 

 

A grande maioria dos participantes (94%) discorda aceitar a proposta do Governo dos actuais 1020€ mensais. Sugeridas determinadas acções reivindicativas:

  • 80% concorda e 10% discorda da entrega de petição na Assembleia da República (a proposta que reúne maior consenso).

  • 77% concordam e 10% discordam de nova manifestação;

  • 67% concorda e 13% discorda de greve nos blocos operatórios com financiamento de toda a classe;

  • 60% concorda e 19% discorda de buzinão em todas as cidades do País;

  • 46% concordam e 31% discordam de nova greve de 3 dias;

  • 42% concorda e 44% discorda de greve por tempo indeterminado sem serviços mínimos;

  • 36% concordam, 37% discordam e 27% não têm opinião (a mais alta taxa de indecisão) sobre a proposta de despedimento colectivo;


Concluí-se por isso que os participantes, na sua maioria, se encontram mais dispostos para realização de petição, buzinão, nova manifestação e greve nos blocos operatórios com financiamento de toda a classe!

Aceitar a proposta do Governo de 1020€

Discordo em absoluto

642 66%
Discordo 271 28%
Não concordo nem discordo 43 4%

Concordo

17 2%
Estou totalmente de acordo 1 0%

 


Nova greve de 3 dias

Discordo em absoluto

112 11%
Discordo 196 20%
Não concordo nem discordo 220 23%
Concordo 300 31%
Estou totalmente de acordo 146 15%

 

 

 

Greve por tempo indeterminado (COM Serviços Mínimos)

Discordo em absoluto

69 7%
Discordo 141 14%
Não concordo nem discordo 155 16%
Concordo 347 36%
Estou totalmente de acordo 262 27%

 


Greve por tempo indeterminado (SEM Serviços Mínimos)

Discordo em absoluto

181 19%
Discordo 244 25%
Não concordo nem discordo 148 15%
Concordo 161 17%
Estou totalmente de acordo 240 25%

 


Proposta de despedimento colectivo

Discordo em absoluto

154 16%
Discordo 204 21%
Não concordo nem discordo 267 27%
Concordo 190 20%
Estou totalmente de acordo 159 16%

 



Greve nos blocos operatórios, com financiamento de toda a classe

Discordo em absoluto

51 5%
Discordo 82 8%
Não concordo nem discordo 188 19%
Concordo 308 32%
Estou totalmente de acordo 345 35%

 


Manifestação

Discordo em absoluto

29 3%
Discordo 65 7%
Não concordo nem discordo 125 13%
Concordo 411 42%
Estou totalmente de acordo 344 35%

 



Buzinão em todas as cidades do País no mesmo dia

Discordo em absoluto

59 6%
Discordo 128 13%
Não concordo nem discordo 199 20%
Concordo 294 30%
Estou totalmente de acordo 294 30%

 



Petição a entregar na Assembleia da República

Discordo em absoluto

25 3%
Discordo 46 5%
Não concordo nem discordo 126 13%
Concordo 339 35%
Estou totalmente de acordo 438 45%

 



 

 

CONCLUSÃO

 

Agradece-se desde já a todos os membros do Forumenfermagem.org a disponibilidade e colaboração no preenchimento deste Barómetro, que esperamos que seja tomado em atenção pelos representantes das organizações profissionais da Enfermagem e dos organismos oficiais, nomeadamente na área da saúde e do ensino superior. As respostas obtidas baseiam-se no pensamento crítico dos frequentadores do Forumenfermagem.org e identificam um conjunto de áreas com potencial de investimento e melhoria. Cientes de que estes resultados transmitem apenas a percepção daqueles registados no Forumenfermagem.org, os resultados permitem-nos antever possibilidades ainda maiores, se esta iniciativa for tomada por instituições acreditadas no seio da Enfermagem, o que se traduziria no garante de qualidade dos participantes e das respostas destes.

 

Foi assim dada a primeira oportunidade a todos aqueles que desejaram pronunciar-se sobre estas temáticas referentes à Enfermagem. Os resultados serão divulgados a quem de direito (com as implicações esperadas), e torna-se assim a base de comparação com futuros barómetros, dos quais poderemos avaliar a evolução de inúmeras situações no seio da profissão! Esperamos que este barómetro e a divulgação dos respectivos resultados contribuam para o debate e a tomada de posição acerca do desenvolvimento e reconhecimento da profissão, assim como dos cuidados de proximidade que os nossos cidadãos carecem! Por uma Enfermagem melhor, de maior qualidade, mais participada e interventiva! Por todos aqueles que usufruem dos nossos cuidados!

 

 

 

 


 

PARTE II - A Enfermagem e as Organizações reguladoras da profissão

 

 

 

“2) São atribuições da Ordem:

  1. Zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de enfermeiro, promovendo a valorização profissional e científica dos seus membros. (…)

  2. Colaborar com as organizações de classe que representem os enfermeiros em matérias de interesse comum, por iniciativa própria ou por iniciativa daquelas organizações.”

Estatuto da Ordem dos Enfermeiros (1998)

 

“1 - Defender a Profissão nas várias vertentes, quer gerais quer individuais.

 

2 - Aproximar a actividade sindical de todos os Enfermeiros e Enfermeiras visando a defesa de melhores condições económicas, sociais, profissionais e segurança.”

 

http://www.enfermeiros-sipe.com/index.php?option=com_content&task=view&id=3&Itemid=5

 

 

Estas palavras são proferidas pelas Organizações que gerem a profissão de Enfermagem, seja pela vertente da regulamentação do exercício profissional ou pela defesa dos direitos dos profissionais em termos de carreira e condições laborais (entre outras). No barómetro FórumEnfermagem (FE) procurou-se obter a opinião dos participantes sobre o desempenho destas organizações, uma vez que depende destas, em grande parte, a definição de estratégias que permitam o crescimento e a defesa da profissão no País (entre outros assuntos). Os Enfermeiros participantes, naturalmente preocupados com o não reconhecimento das suas competências profissionais (como se observou na primeira parte deste relatório) e consequente retribuição económica (“… 98% não reconhece que o salário auferido reflicta o risco, responsabilidade e penosidade profissionais …”), estagnação total da carreira e desinvestimento agravado na profissão pelo estado e sociedade (incapacidade de progressão profissional, não reconhecimento e colocação de enfermeiros especialistas e gestores, ausência deliberada de enfermeiros nos locais de decisão ao nível da gestão e política de saúde), exprimem agora a sua percepção sobre as organizações que os regem, sobre o que consideram ter sido o seu desempenho nos últimos anos.

 

Exprimem igualmente uma percepção sobre um dos componentes fundamentais da esfera dos cuidados de Enfermagem: os registos. Devem estes manter a sua essência anterior, ou devem inovar e acompanhar as novas tecnologias, aproveitando-as para gerar indicadores que reflictam objectivamente o verdadeiro trabalho dos Enfermeiros?

Finalmente, e de forma complementar, são indicadas sugestões de melhoria ao barómetro, como inclusão de novas personalidades, assim como de sugestões de todos os participantes (agrupadas em categorias) sobre novas medidas reivindicativas.

Tal questionamento não pode e não deve ser considerado como negativo. Deve antes ser visto como uma oportunidade de repensar atitudes, comportamentos e condutas, de reflectir sobre o futuro da carreira e métodos de comunicar eficazmente com os enfermeiros. Mais uma vez, somos confrontados com uma oportunidade de crescer positivamente, de participar activamente na construção daquela que sabemos ser das profissões mais importantes no âmbito dos cuidados de saúde em Portugal.

Relembra-se o(a) leitor(a) que “…o barómetro foi publicado no Forumenfermagem.org, apenas acessível a utilizadores registados, de 16 a 30 de Abril de 2010, após publicitação em newsletter e diversos blogues, obtendo-se no final cerca de 974 respostas. “

 

 


 

1 - Registos

Os participantes expressam uma opinião clara: apesar de 45% ainda elaborarem maioritariamente registos de Tipo I (contra 36% que os elaboram do Tipo II), 58% discorda que registos do Tipo I (registos por extenso, em formato papel, não contemplam linguagem comum e traduzem apenas a continuidade de cuidados e a protecção legal) sejam os mais correctos, que sejam mais fáceis de elaborar (56%), mais rápidos (61%), facilitam a investigação (70%), traduzam o trabalho de enfermagem (53%), traduzam os ganhos em saúde decorrentes dos cuidados de Enfermagem (56%).

 

Face aos registos do Tipo II (registos em formato informático, sucintos, que contemplam linguagem comum e traduzem-se em indicadores de cuidados de enfermagem, para além da continuidade de cuidados e protecção legal) 70% refere ser a forma mais correcta, 64% refere a facilidade de elaboração, 63% a rapidez, 77% os contributos para a investigação, 41% a tradução do trabalho de enfermagem e 69% o fomento da participação activa/contribuição dos cuidados de Enfermagem na Gestão em Saúde. Estes números expressam uma percepção consonante e dirigida à necessidade cada vez mais premente dos enfermeiros demonstrarem a qualidade, mas também a expressão material e numérica do que é o seu trabalho. O registo de dados do Tipo I tem resultado na incapacidade de gerar indicadores de saúde sensíveis aos cuidados de enfermagem, isto é, indicadores que se pode afirmar serem o resultado directo e cabal dos cuidados de enfermagem, o que tem diminuído a importância dos cuidados de Enfermagem pelos novos gestores hospitalares, assim como pelas administrações e demais instituições que avaliam o trabalho dos enfermeiros. No entanto, observamos que já 36% dos participantes elaboram maioritariamente registos do Tipo II, o que vai de encontro á nova ideologia de produção de informação pelos enfermeiros, produção esta que facilita os processos de investigação e aumento do conhecimento no seio da disciplina, melhorando assim o seu reconhecimento social e profissional. Esta nova “corrente” está patente na proposta de 2007 da Ordem dos Enfermeiros do “Resumo mínimo de dados e core de indicadores de enfermagem para o repositório central de dados da saúde” (entre outras iniciativas), a qual pretende definir a implementação de um resumo de dados de enfermagem, que constituam a base de indicadores de cuidados de Enfermagem.

 

Relativamente ao sistema de classificação de doentes, 44% acredita que é uma ferramenta de gestão verdadeiramente útil, na medida que permite, com rigor e veracidade, destacar/dispensar elementos de enfermagem para o dia seguinte, ainda assim 33% não tem opinião formada sobre o assunto e 23% discorda (possivelmente porque nalguns locais de prestação de cuidados este já se encontra desactualizado e desfasado da realidade, contemplando ponderações erróneas sobre alguns cuidados de enfermagem e esquecendo outros).

 

 

 

 

1.1 - Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

Os registos de Tipo I (registos por extenso, em formato papel, não contemplam linguagem comum e traduzem apenas a continuidade de cuidados e a protecção legal) constituem a forma mais correcta de elaboração de registos;

Discordo em absoluto

138 14%
Discordo 425 44%
Não concordo nem discordo 244 25%

Concordo

150 15%
Estou totalmente de acordo 17 2%

 

 

 

Os registos de Tipo I são mais fáceis de elaborar;

Discordo em absoluto

89 9%
Discordo 453 47%
Não concordo nem discordo 235 24%

Concordo

184 19%
Estou totalmente de acordo 13 1%

 

 

 

Os registos de Tipo I são mais rápidos de elaborar;

Discordo em absoluto

129 13%
Discordo 468 48%
Não concordo nem discordo 199 20%

Concordo

163 17%
Estou totalmente de acordo 15 2%

 

 

 

Os registos de Tipo I facilitam a Investigação no seio da Disciplina de Enfermagem;

Discordo em absoluto

283 29%
Discordo 403 41%
Não concordo nem discordo 203 21%

Concordo

73 7%
Estou totalmente de acordo 12 1%

 

 

 

Os registos de Tipo I traduzem verdadeiramente o trabalho realizado pelos Enfermeiros;

Discordo em absoluto

180 18%
Discordo 341 35%
Não concordo nem discordo 249 26%

Concordo

174 18%
Estou totalmente de acordo 30 3%

 

 

 

Os registos de Tipo I traduzem os ganhos em saúde decorrentes dos cuidados de Enfermagem;

Discordo em absoluto

179 18%
Discordo 373 38%
Não concordo nem discordo 271 28%

Concordo

137 14%
Estou totalmente de acordo 14 1%

 

 

 

Os registos de Tipo II (registos em formato informático, sucintos, que contemplam linguagem comum e traduzem-se em indicadores de cuidados de enfermagem, para além da continuidade de cuidados e protecção legal) constituem a forma mais correcta de elaboração de registos;


Discordo em absoluto

8 1%
Discordo 84 9%
Não concordo nem discordo 197 20%

Concordo

442 45%
Estou totalmente de acordo 243 25%

 

 

 

Os registos de Tipo II são mais fáceis de elaborar;

Discordo em absoluto

13 1%
Discordo 121 12%
Não concordo nem discordo 213 22%

Concordo

470 48%
Estou totalmente de acordo 157 16%

 

 

Os registos de Tipo II são mais rápidos de elaborar;

Discordo em absoluto

16 2%
Discordo 124 13%
Não concordo nem discordo 214 22%

Concordo

443 45%
Estou totalmente de acordo 177 18%

 

 

Os registos de Tipo II facilitam a Investigação no seio da Disciplina de Enfermagem;

Discordo em absoluto

5 1%
Discordo 54 6%
Não concordo nem discordo 166 17%

Concordo

466 48%
Estou totalmente de acordo 283 29%

 

 

 

Os registos de Tipo II traduzem verdadeiramente o trabalho realizado pelos Enfermeiros;

Discordo em absoluto

36 4%
Discordo 206 21%
Não concordo nem discordo 333 34%

Concordo

300 31%
Estou totalmente de acordo 99 10%

 

 

 

Os registos de Tipo II facilitam a participação activa/contribuição dos cuidados de Enfermagem na Gestão em Saúde.

Discordo em absoluto

13 1%
Discordo 62 6%
Não concordo nem discordo 227 23%

Concordo

514 53%
Estou totalmente de acordo 158 16%

 

 

 

No seu local de trabalho, os registos que elabora são, maioritariamente…

Tipo I 434 45%
Tipo II 355 36%
Não se aplica 185 19%

 

 

 

O Sistema de Classificação de Doentes é uma ferramenta verdadeiramente útil, na medida que permite, com rigor e veracidade, destacar/dispensar elementos de enfermagem para o dia seguinte.

Discordo em absoluto

79 8%
Discordo 145 15%
Não concordo nem discordo 318 33%

Concordo

341 35%
Estou totalmente de acordo 91 9%


 


 

2 - Em que medida considera adequadas as seguintes situações

83% dos participantes discorda do número de escolas abertas em todo o País. As alterações sócio-económicas e as políticas de saúde não têm privilegiado a contratação dos enfermeiros necessários ao normal e seguro funcionamento da maioria dos serviços; paralelamente, o aumento da idade para a reforma e o ritmo de formação nas escolas de enfermagem determinam o aumento exponencial do desemprego na profissão, factos que poderão estar na origem desta opinião.

 

As áreas de especialização em enfermagem são consideradas desadequadas por 51% dos participantes, sendo que 44% destes discorda com o facto de enfermagem terminar com licenciatura e 52% prefere o mestrado integrado, 35% concorda com o Modelo de Desenvolvimento Profissional proposto pela OE mas 38% não tem opinião formada (facto que é olhado com alguma preocupação, pois o desconhecimento não é favorável á implementação deste modelo; a OE tem-se desdobrado em iniciativas de divulgação do modelo, serão suficientes?).

Três em cada quatro participantes (75%) consideram que é escassa a existência de indicadores que traduzam os ganhos de saúde decorrentes dos cuidados de enfermagem, disponíveis nas posições de topo/gestão, que influenciem a tomada de decisão ao nível da gestão, o que vai de encontro à opinião expressa anteriormente sobre os registos de Tipo II e sua utilidade nesta matéria e reflecte a percentagem (45%) de enfermeiros que ainda elaboram esses registos segundo o Tipo I.

 

Relativamente às organizações que regulamentam a profissão e os aspectos sociais da mesma (remunerações, carreiras e afins), 63% dos participantes discordam da importância do papel da OE na defesa da profissão e 56% concordam com o papel dos sindicatos nessa matéria. Estes resultados podem ser motivados por diversas condicionantes: qual o conceito de cada participante sobre qual o papel destas organizações na defesa da profissão; quais as iniciativas recentes ou longínquas que terão influenciado o resultado (se por exemplo, à data da colheita de dados do Barómetro, a recente greve de enfermeiros de final de Março terá condicionado uma resposta positiva pelos participantes face aos sindicatos); qual a divulgação (timing, pertinência, acessibilidade) do trabalho destas organizações entre os enfermeiros, entre muitas outras.

 

Sendo que para ambas organizações, 19% dos participantes não manifestaram opinião positiva ou negativa, o facto de a maioria ter considerado o trabalho da OE menos importante na defesa da profissão é preocupante: estará esta a cumprir o disposto na primeira de todas as alíneas que concernem às atribuições da Ordem? Será que esta se mantém informada e se manifesta em conformidade às constantes e crescentes, directas e obscuras ameaças com que quase todos os dias a Enfermagem é confrontada? Se o fazem, dão disso conhecimento aos membros? Estará estabelecida uma relação de proximidade entre esta organização e os seus membros? Estarão estes últimos dispostos a colaborar, relatar e denunciar todas estas ameaças? E quanto aos sindicatos? Existem formas de melhorar a adesão dos enfermeiros, de forma a reforçar o poder negociador destes? Serão as iniciativas propostas exequíveis, eficazes e eficientes? Estão decididos a lutar e estão abertos a novas ideias? Para quando, de acordo com a alínea O) das atribuições da OE, novas colaborações entre OE e sindicatos, por forma a reforçar o poder negociador da classe?

 

 

Nr de escolas de enfermagem abertas em todo o país

Nada adequado 508 52%
Pouco adequado 298 31%
Sem opinião 64 7%
Adequado 85 9%
Muito adequado 19 2%

 

 

 

As actuais áreas dos cursos pós-graduação de especialização em Enfermagem

Nada adequado 97 10%
Pouco adequado 401 41%
Sem opinião 203 21%
Adequado 267 27%
Muito adequado 6 1%

 

 

 

Segundo Bolonha, enfermagem terminar com Licenciatura

Nada adequado 176 18%
Pouco adequado 249 26%
Sem opinião 224 23%
Adequado 251 26%
Muito adequado 74 8%

 

 

 

Modelo de Desenvolvimento Profissional (certificação de competências clínicas e individualização de especialidades) proposto pela Ordem dos Enfermeiros (OE)

Nada adequado 85 9%
Pouco adequado 178 18%
Sem opinião 370 38%
Adequado 288 30%
Muito adequado 53 5%

 

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma ? - O curso de Enfermagem terminar com Mestrado Integrado

Discordo em absoluto

58 6%
Discordo 157 16%
Não concordo nem discordo 249 26%

Concordo

332 34%
Estou totalmente de acordo 178 18%

 

 

 

É escassa a existência de indicadores que traduzam os ganhos de saúde decorrentes dos cuidados de enfermagem, disponíveis nas posições de topo/gestão, que influenciem a tomada de decisão ao nível da gestão

Discordo em absoluto

17 2%
Discordo 56 6%
Não concordo nem discordo 161 17%

Concordo

482 49%
Estou totalmente de acordo 258 26%

 

 

 

A OE tem tido um papel importante na defesa da profissão (no que lhe compete)

Discordo em absoluto

238 24%
Discordo 382 39%
Não concordo nem discordo 183 19%

Concordo

158 16%
Estou totalmente de acordo 13 1%

 

 

 

Os Sindicatos têm tido um papel importante na defesa da profissão (no que lhe compete)

Discordo em absoluto

50 5%
Discordo 196 20%
Não concordo nem discordo 182 19%

Concordo

447 46%
Estou totalmente de acordo 99 10%

 

 

 


 

3 - Como avalia o papel desempenhado pelas seguintes personalidades/instituições/espaços web na defesa da função social, dignidade e prestígio da Enfermagem Portuguesa (até à data do presente questionário)?

Os participantes manifestaram a sua opinião acerca do papel de diversos “actores internos” à profissão na defesa da função social, dignidade e prestígio da profissão de enfermagem. É de referir que a maioria dos presidentes da OE, assim como alguns sindicalistas, apresentam níveis elevados de desconhecimento da sua actividade pelos participantes. Os resultados, expressos seguidamente por ordem decrescente, entre OE e Sindicatos, exprimem as referidas opiniões.

 

O critério de posicionamento é o balanço entre opiniões positivas e negativas em termos percentuais, uma vez que, independentemente dos níveis de desconhecimento, os participantes formularam juízos positivos e negativos, cuja média em percentagem poderá dar-nos alguma perspectiva da sua percepção. Optamos por considerar que as opiniões negativas subtraem às opiniões positivas. Esse critério tem implicações para o ranking pois se ignorássemos as opiniões negativas demonstradas no barómetro, teríamos resultados substancialmente diferentes. Por exemplo, o ordenamento da votação nos representantes da Ordem dos Enfermeiros seria este:

1º Germano Couto 239 opiniões positivas

2º Maria Augusta Sousa 203 opiniões positivas

3º Ana Rita Cavaco 163 opiniões positivas

Sendo este um barómetro de opinião, o balanço entre opiniões positivas e negativas terá de ser feito. Publicamos os gráficos individuais para verificarem todos os dados disponíveis. Admitimos que possa haver outras leituras dos resultados, pelo que explicitamos e assumimos os critérios usados para este ranking.

 

 

Ordem dos Enfermeiros

 


Ana Rita Cavaco (candidata a Bastonária)

 

balanço de opinião = + 8 %

163 opiniões positivas e 85 opiniões negativas

75% de desconhecimento/sem opinião.

 

 

Germano Couto

 

balanço de opinião = + 5 %

239 opiniões positivas e 188 opiniões negativas

56% de desconhecimento/sem opinião.

Élvio Jesus

 

balanço de opinião = - 6 %

109 opiniões positivas e 166 opiniões negativas.

72% de desconhecimento/sem opinião.

 

 

Manuel Oliveira

 

balanço de opinião = - 9 %

82 opiniões positivas e 175 opiniões negativas.

74% de desconhecimento/sem opinião.

 

 

Rogério Gonçalves

 

balanço de opinião = - 11 %

62 opiniões positivas e 170 opiniões negativas.

76% de desconhecimento/sem opinião.

 

Margarida Rego Pereira

 

balanço de opinião = - 12 %

54 opiniões positivas e 161 opiniões negativas

78% de desconhecimento/sem opinião.

Maria Augusta Sousa

 

balanço de opinião = - 41 %

 

203 opiniões positivas e 602 opiniões negativas

17% de desconhecimento/sem opinião.

 

 

 

Gráficos dos resultados

 




Ana Rita Cavaco (ex-FNAEE, ex-Saúde24, candidata a Bastonária em 2011)

Muito Mau 30 3%
Mau 55 6%
Sem Opinião / Desconheço 726 75%
Satisfaz 146 15%
Satisfaz Bem 17 2%

 

 

 

Mª Augusta Sousa (Bastonária da OE)

Muito Mau 221 23%
Mau 381 39%
Sem Opinião / Desconheço 169 17%
Satisfaz 186 19%
Satisfaz Bem 17 2%

 

 

 

Germano Couto (Presidente da SRN da OE)

Muito Mau 68 7%
Mau 120 12%
Sem Opinião / Desconheço 547 56%
Satisfaz 166 17%
Satisfaz Bem 73 7%

 

 

 

Élvio Jesus (Presidente da SRM da OE)

Muito Mau 68 7%
Mau 98 10%
Sem Opinião / Desconheço 699 72%
Satisfaz 85 9%
Satisfaz Bem 24 2%

 

 

 

António Manuel Oliveira (Presidente da SRC da OE)

Muito Mau 68 7%
Mau 107 11%
Sem Opinião / Desconheço 717 74%
Satisfaz 75 8%
Satisfaz Bem 7 1%

 

 

 

Rogério Gonçalves (Presidente da SRS da OE)

Muito Mau 66 7%
Mau 104 11%
Sem Opinião / Desconheço 742 76%
Satisfaz 57 6%
Satisfaz Bem 5 1%

 

 

 

Margarida Rego Pereira (Presidente da SRA da OE)

Muito Mau 64 7%
Mau 97 10%
Sem Opinião / Desconheço 759 78%
Satisfaz 52 5%
Satisfaz Bem 2 0%

 

 


Sindicatos

 

Guadalupe Simões

 

balanço de opinião = + 54 %

643 opiniões positivas e 114 opiniões negativas

22% de desconhecimento/sem opinião.

 

José Carlos Martins

 

balanço de opinião = + 49 %

584 opiniões positivas e 113 opiniões negativas

28% de desconhecimento/sem opinião.

 

José Correia Azevedo

 

balanço de opinião = + 24 %

390 opiniões positivas e 156 opiniões negativas

44% de desconhecimento/sem opinião.

 

Fernando Correia

 

balanço de opinião = + 13 %

193 opiniões positivas e 103 opiniões negativas

70% de desconhecimento/sem opinião.

 

Juan Carvalho

 

balanço de opinião = + 6 %

118 opiniões positivas e 61 opiniões negativas

82% de desconhecimento/sem opinião.

 

 

 

 

 

Gráfico dos Resultados



Guadalupe Simões (Presidente do SEP)

Muito Mau 29 3%
Mau 85 9%
Sem Opinião / Desconheço 217 22%
Satisfaz 484 50%
Satisfaz Bem 159 16%

 

 

 

José Carlos Martins (Coordenador do SEP)

Muito Mau 34 3%
Mau 79 8%
Sem Opinião / Desconheço 277 28%
Satisfaz 408 42%
Satisfaz Bem 176 18%


 

 

Fernando Correia (Presidente do SIPE)

Muito Mau 36 4%
Mau 67 7%
Sem Opinião / Desconheço 678 70%
Satisfaz 167 17%
Satisfaz Bem 26 3%

 

 

 

José Correia Azevedo (Presidente do Sindicato dos Enfermeiros)

Muito Mau 47 5%
Mau 109 11%
Sem Opinião / Desconheço 428 44%
Satisfaz 330 34%
Satisfaz Bem 60 6%

 

 

 

Juan Carvalho (Sindicato dos Enfermeiros da Madeira)

Muito Mau 24 2%
Mau 37 4%
Sem Opinião / Desconheço 795 82%
Satisfaz 105 11%
Satisfaz Bem 13 1%

 

 

 

 

Blogues e Sites

 

 

Forumenfermagem

balanço de opinião = + 90 %

882 opiniões positivas e 15 opiniões negativas

8 % de desconhecimento/sem opinião.

 

Blogue Doutorenfermeiro

balanço de opinião = + 56 %

590 opiniões positivas e 51 opiniões negativas

34% de desconhecimento/sem opinião.

 

Blogue Cogitare em Saúde

balanço de opinião = + 45 %

461 opiniões positivas e 21 opiniões negativas

51 % de desconhecimento/sem opinião.

 

Blogue EnfermagemPT

balanço de opinião = + 40 %

405 opiniões positivas e 24 opiniões negativas

56 % de desconhecimento/sem opinião.







Blogue Doutorenfermeiro

Muito Mau 20 2%
Mau 31 3%
Sem Opinião / Desconheço 333 34%
Satisfaz 369 38%
Satisfaz Bem 221 23%

 

 

 

Blogue Cogitare em Saúde

Muito Mau 8 1%
Mau 13 1%
Sem Opinião / Desconheço 492 51%
Satisfaz 324 33%
Satisfaz Bem 137 14%


 

Blogue EnfermagemPT

Muito Mau 11 1%
Mau 13 1%
Sem Opinião / Desconheço 545 56%
Satisfaz 307 32%
Satisfaz Bem 98 10%

 

 

 

Forumenfermagem

Muito Mau 3 0%
Mau 12 1%
Sem Opinião / Desconheço 77 8%
Satisfaz 434 45%
Satisfaz Bem 448 46%

 

 

 


 

4 - Outros nomes que gostava de ter visto na lista anterior pelo seu desempenho (positiva ou negativamente) relevante.

  • Abel Paiva e Silva,

  • Arminda Costa,

  • Belmiro Rocha,

  • Blogue Porque Deixei de Ser Enfermeiro

  • Correia de Campos

  • Delfim Oliveira

  • Enf. Carlos Folgado

  • Enf. Sérgio Gomes

  • Enfermeiro José Mário (F.C.Porto)

  • Enfermeiros Directores

  • Fátima (Direcção do SEP Norte.)

  • Henrique Raposo

  • Jorge Sampaio

  • Lucília Nunes

  • Manuela Martins

  • Margarida Filipe

  • Ministro da ciência, tecnologia e ensino superior

  • Ministro das Finanças

  • Nursing Chief Officer

  • Paula Maia

  • Paulino Sousa

  • Presidente da ESEL, ESEnfC e ESEP

  • Presidente da República

  • Presidente do INEM (actual)

  • Renato Barros

 

 


 

5 - Especifique outras medidas de reivindicação não referidas no ponto anterior que considere pertinentes

 

Escolas

  • Agendar o fecho das escolas privadas reduzindo o numero de enfermeiros que saem todos os anos para o mercado de trabalho;

  • Como medida mas não de manifestação, estou plenamente de acordo em que diminuam o número de vagas para entrada no Curso de Enfermagem e que se fechem escolas privadas. O rácio de Enfermeiros formados anualmente é largamente superior ao rácio exigido por instituições de saúde e aumenta insegurança no trabalho por haverem demasiados formados no desemprego. Assim como, não admitem nem vão dotar os serviços de saúde do número efectivo necessário de pessoal para a necessária qualidade de cuidados.

  • Não vou especificar medidas de reivindicação, mas está mais que claro que existem demasiadas escolas de Enfermagem para um país pequeno como o nosso. Sem desvalorizar as escolas privadas, acho que as médias de ingresso ao ensino superior são baixas para o nível que a profissão exige.


 

Greves

  • Devia ser obrigatório todos os elementos permanecerem no serviço durante as greves!!!

  • Ao mesmo tempo da greve nos BOs, também nos Cuidados de Saúde Primários e Consultas Externas. Por tempo indeterminado ate aceitarem as nossas reivindicações.

  • Adesão ao protesto de escolas/alunos de enfermagem.

  • Convocação de uma greve geral por tempo indeterminado em que todos os enfermeiros escalados cumpram o seu horário de trabalho, mas prestem cuidados mínimos, com pagamento das horas normais de trabalho.

  • Greve durante uma semana mas por sectores. 2 dias na Comunidade e depois nos Hospitais; 2 dias nos internamentos, 2 dias nos Blocos e 2 dias nas consultas externas mas em dias diferentes para aumentar o impacto.

  • Greve no sector privado

  • Paragem nos serviços de 2 horas, das 11h as 13h e os enfermeiros todos na porta do hospital........

  • Concentração de enfermeiros a porta dos serviços sem estes entrarem para exercer as suas funções, reivindicando assim os seus direitos


 

Manifestações

  • Manifestação em Frente dos Governos Civis, Camaras Municipais,...

  • Manifestar o nosso descontentamento em todas as acções públicas da Ministra da Saúde

  • Outra sugestão é a realização de manifestações até à Embaixada Portuguesa em Espanha... Uma vez que não somos ouvidos no nosso País sugiro irmos manifestarmo-nos ao outro lado da fronteira... Pode ser que sejamos ouvidos lá! Obrigado.


 

Marcha Lenta

  • Marchas lentas de automóvel à hora de ponta no centro das capitais de distrito; marcha lenta de automóvel às 8 horas na entrada dos hospitais centrais;

  • Bloquear as entradas dos grandes centros, tal como nos bloqueiam o direito a uma vida digna;




Reconhecimento Social

  • Artigos de opinião escritos por enfermeiros

  • Acções de rua com distribuição de folhetos a informar a população das nossas reivindicações;

  • Campanha de sensibilização da opinião pública!!! MUITO IMPORTANTE!!!!

  • Comunicado de imprensa explicando as razões da luta de forma sucinta e mailing nacional a explicar o mesmo (muitas pessoas ainda não perceberam que o que pedimos para a enfermagem é o que existe para os outros funcionários públicos licenciados na área da saúde, educação, etc...)

  • Contratação de empresa de marketing, para alterar a imagem social do enfermeiro

  • Comunicado efectuado a nível regional, em jornal público, de forma simplificada a História de Enfermagem em Portugal e enquadramento das Revindicações a efectuar por um núcleo regional formado por representantes dos sindicatos.

  • Convidar a ministra da saúde para um frente a frente nos noticiários nacionais;

  • Inquéritos á população sobre a qualidade dos cuidados prestados, reportagens sobre o trabalho desenvolvido pelos enfermeiros nas unidades de saúde e na comunidade para que compreendam o motivo da nossa reivindicação

  • Entupir os e-mails e telefones de toda a comunicação social, acerca dos nossos valores, e do nosso verdadeiro trabalho, de maneira a que sejamos reconhecidos como indispensáveis para a melhoria dos cuidados de saúde neste país. Mostrar a triste realidade dos desempregados. Sugerir o trabalho de enfermeiro como comunicador social, a nível da educação para a saúde, tal como fazem, médicos, nutricionistas, psicólogos, economistas, entre outros em diversos programas de TV.

  • Mais presentes a nível político e social

  • Mostrar à população os riscos que diariamente os enfermeiros enfrentam e que estão tão aptos ou mais que qualquer outro profissional da área da saúde, como tal deve ser visto e remunerado como tal.

 

 

 

Outras

  • Apresentação de providência cautelar no tribunal europeu do trabalho

  • Assegurar cuidados sem qualquer tipo de registos

  • Cordão humano composto por enfermeiros na porta das instituições de saúde, barrando a entrada de grupos escolhidos por exemplo pessoal administrativo da direcção e outros profissionais de saúde

  • Entrega da carta de demissão de todos os enfermeiros do SNS

  • Esquecem-se dos militares, sem poder reivindicativo...

  • Flash mobs coordenadas;

  • Gostaria apenas de salientar a importância para alertar para o desemprego que muitos colegas recém-licenciados sofrem já à bastante tempo (1 e 2 anos), e que pouco ou nada se fala. Concordo que a questão do aumento salarial é muito importante, no entanto penso que se devia trazer para o debate a questão de termos tanta mão-de-obra desaproveitada quando temos tanta falta de recursos humanos.

  • Não dizer que sim tudo no dia-a-dia do trabalho, enquanto enfermeiros. A mudança não se faz com greves, faz-se diariamente. Consciencialização dos próprios enfermeiros quanto ao que REALMENTE É SER ENFERMEIRO, mudando a imagem social que o país tem dos enfermeiros. Agir como Enfermeiro sempre que estiver no seu local de trabalho, tendo a consciência que representa toda uma classe de profissionais licenciados. CONSCIÊNCIA é acima de tudo aquilo que tem de mudar nos Enfermeiros portugueses. Consciência de que são enfermeiros agindo como tal, como os verdadeiros profissionais que são.

  • Não pagamento temporário das cotas de todos associados

  • Uso de braçadeira preta por todos os enfermeiros e estandartes em casas e carros com "enfermeiros de mãos atadas" (ex),

  • Funeral simulado em varias cidades das politicas do governo com cortejo fúnebre

  • Queimar toneladas de fardas à porta do ministério da Saúde

  • Recurso ao tribunais devido à ilegalidade de recebermos abaixo dos 1200 desde que foi publicada esse DL, exigindo retroactivos para todos!

  • Trabalhar vestidos de negro num dia a combinar

  • União dos sindicatos

  • União geral da classe

  • Vigilância da OE relativamente aos vencimentos dos enfermeiros, punindo os que aceitarem receber abaixo da tabela...

  • Vigília no Ministério por tempo indeterminado

 

 

 

 

 

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