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quarta, 12 maio 2010 02:27

Barómetro Forumenfermagem: Que futuro para a Profissão?

Escrito por  Enf. Pedro Machado, Enf. Pedro Silva, Enf. José Martins

Índice

 

1 - Resultados

 


1.1 -Amostra

 

 

Olhando para a distribuição abaixo representada, contamos com 974 participações de membros do FE, sendo que a maioria dos participantes (59%) refere experiência profissional de 2 ou menos anos (33%) ou ausência de experiência (26%). O local de trabalho dos participantes é sobretudo em contexto hospitalar (55%), realçando-se que apenas 2% são trabalhadores independentes e 4% saíram de Portugal para poder exercer a profissão. A maior parte dos participantes (74%) são enfermeiros de cuidados gerais, sendo que a maioria não é sindicalizada (54,3%, já com a exclusão dos estudantes).

Experiência Profissional

Sem Experiência 249 26%
1-2 anos 319 33%
3-5 anos 151 16%
5-10 anos 111 11%
Mais 11 anos 144 15%

 

 

Local Principal de Prestação de Cuidados

Hospital internamento 369 38%
Hospital B.O. 50 5%
Hospital Consultas Externas 8 1%

Hospital outro

106 11%
Comunidade Centro de Saúde 81 8%
Comunidade USF 26 3%
Comunidade UCC 9 1%
Comunidade outro 11 1%

RNCCI

40 4%
Lar de Idosos 30 3%
Clínica Privada 35 4%
Empresa de Prestação de Cuidados 1 11%
Trabalhador Independente 22 2%
Saí de Portugal para exercer Enfermagem 43 4%
Outro 133 14%

 

Em que fase do desenvolvimento profissional ou área de exercício se encontra?

Estudante de Licenciatura de Enfermagem 155 16%
Enfermeiro de Cuidados Gerais 723 74%
Enfermeiro Especialista 80 8%
Enfermeiro Gestor (Chefe, Supervisor, Director) 13 1%
Enfermeiro Docente 3 0%

 

 


É Sindicalizado?

Sim 445 45.7%
Não 529 54.3%

 

 


1.2 - Reconhecimento social, autonomia, salário, protecção contra o risco, liderança de Enfermagem

 


A grande maioria dos participantes discorda de algum modo (82%) com a afirmação da Enfermagem ser uma profissão de elevado reconhecimento social, não reconhece autonomia no seu local de trabalho (43%) ou não tem opinião sobre o assunto (29%), a quase totalidade (98%) não reconhece que o salário auferido reflicta o risco, responsabilidade e penosidade profissionais, 37% discorda que se pratique uma relação multidisciplinar no local de trabalho e 33% não tem opinião sobre o assunto, 41% reconhece ter medidas de protecção eficazes face aos riscos da prática profissional e a maioria (66%) discorda que as lideranças de enfermagem defendam os interesses da classe.

 

Estes dados revelam uma percepção negativa dos participantes face a inúmeras situações que condicionam a autonomia científica e técnica da Enfermagem. Apesar de estar definido pela OE que “… os enfermeiros têm uma actuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de idêntico nível de dignidade e autonomia no exercício profissional” e que “…as intervenções dos enfermeiros são autónomas e interdependentes” (Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais, 2003), existe ainda um conjunto de situações, de acordo com a maioria dos participantes, que não reflectem esta mesma autonomia. Será que estes princípios, publicados em 2003, ainda não fazem parte da cultura de saúde do nosso País? Porquê? Que será necessário alterar?

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- Em Portugal, a Enfermagem é uma profissão de elevado reconhecimento social;

Discordo em absoluto

197 20%
Discordo 601 62%
Não concordo nem discordo 100 10%
Concordo 69 7%
Estou totalmente de acordo 7 1%

 

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- Os Enfermeiros usufruem de grande autonomia no seu local de trabalho;

Discordo em absoluto

42 4%
Discordo 384 39%
Não concordo nem discordo 279 29%
Concordo 241 25%
ETA 28 3%

 

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- O Enfermeiro aufere um salário que é justo, digno e adequado ás suas responsabilidades profissionais;

Discordo em absoluto

782 80%
Discordo 171 18%
Não concordo nem discordo 14 1%
Concordo 2 0%
Estou totalmente de acordo 5 1%

 

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- Pratica-se uma verdadeira relação multidisciplinar no meu local de trabalho;

Discordo em absoluto

79 8%
Discordo 284 29%
Não concordo nem discordo 325 33%
Concordo 250 26%
Estou totalmente de acordo 36 4%

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- São-me disponibilizadas no meu local de trabalho medidas de protecção eficazes face ao risco a que estou sujeito;

Discordo em absoluto

79 8%
Discordo 236 24%
Não concordo nem discordo 260 27%
Concordo 341 35%
Estou totalmente de acordo 58 6%

 

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto na Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma

- As lideranças de enfermagem defendem arduamente e acima de tudo os interesses da classe;

Discordo em absoluto

233 24%
Discordo 410 42%
Não concordo nem discordo 209 21%
Concordo 106 11%
Estou totalmente de acordo 16 2%

 

 



1.3 - Enfermagem e sua relação com a comunicação social (Media)

 

A maioria dos participantes (92%) percepciona que os media não difundem o trabalho dos enfermeiros, não dão cobertura às suas reivindicações (54%), não divulgam as iniciativas dirigidas aos cidadãos organizadas por enfermeiros (89%) e que os media dão mais cobertura aos outros grupos profissionais que aos enfermeiros (94%).

 

Estes dados, bastante consensuais, podem levar-nos a reflectir diversas questões:

- Será que os media têm verdadeiro conhecimento das reais competências e conhecimentos dos Enfermeiros? E estes, têm procurado articular-se com os media no sentido de partilhar essa realidade?

- Será que os enfermeiros se têm preocupado em mostrar à população qual a natureza do seu trabalho?

- Qual tem sido a estratégia comunicacional das organizações de enfermagem nesta matéria? Os enfermeiros têm sido motivados a reflectir sobre esta temática e partilhar os seus conhecimentos?

- Os enfermeiros ocupam lugares de destaque nos media, quando se trata de comentar assuntos ligados à saúde?

- Será que a realidade dos outros profissionais é mais importante que a nossa? Será essa a condicionante para maior exposição, caso exista?

 

 

Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Difundem o trabalho dos enfermeiros;

Nada

308 32%
Pouco 587 60%
Sem opinião 18 2%
Algo 59 6%
Bastante 2 0%

 

 


Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Dão cobertura aos protestos/revindicações dos enfermeiros;

Nada

29 3%
Pouco 492 51%
Sem opinião 27 3%
Algo 396 41%
Bastante 30 3%

 






Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Divulgam iniciativas dirigidas aos cidadãos organizadas pelos enfermeiros;

Nada

346 36%
Pouco 512 53%
Sem opinião 37 4%
Algo 77 8%
Bastante 2 0%

 


Em que medida percepciona que os media (comunicação social)…

- Dão mais cobertura a outras classes profissionais que aos enfermeiros;

Nada

10 1%
Pouco 14 1%
Sem opinião 40 4%
Algo 173 18%
Bastante 737 76%

 



1.4- Enfermagem e Política de Saúde

 

Questionados sobre diversas temáticas no âmbito da enfermagem e política de saúde, cerca de metade dos participantes (50%) discorda da actual conjuntura que permite que as lideranças de enfermagem sejam escolhidas por nomeação, sendo que 23% não tem opinião e apenas 27% concorda; 60% discorda do actual ritmo de formação de enfermeiros licenciados; 55% não concorda que os enfermeiros estejam presentes e condicionem politicamente as decisões referentes à classe; 77% percepciona a existência de forças contrárias ao crescimento da profissão em Portugal.

 

A percepção expressa por metade dos participantes é contrária à eleição de cargos de chefia por nomeação. Esta situação constitui a máxima ameaça à profissão, uma vez que essa nomeação pode não ter em conta o mérito, mas o controlo e condicionamento dos enfermeiros de um determinado local e é sabido que o controlo exercido no topo da hierarquia condiciona toda a cadeia. Urge formar chefias com base em valores de integridade, honestidade e pensamento de equipa, no intuito de defender e desenvolver a profissão. Como se observa, 66% dos participantes não estão satisfeitos com o papel das suas chefias na defesa da profissão. Sintomático?

 

A maioria (60%) discorda ainda com o actual ritmos de formação de enfermeiros, sendo necessário identificar se no sentido positivo ou negativo. Pois se considerarmos o ritmo de formação elevado face aos 3500 desempregados em Enfermagem (segundo os sindicatos e com perspectivas de aumento a cada ano), observamos que a maioria discorda desta situação. De facto, o aumento constante de vagas no curso de enfermagem só tem provado beneficiar duas entidades: o Governo que, mantendo um ritmo de formação elevado contribuí para o aumento de desemprego de jovens enfermeiros e mantém o preço desse serviço sob controlo (segundo as leis do mercado) e as escolas que, ganhando segundo maior número de alunos inscritos (seja em licenciatura, especialidades ou outras formações), mantém os financiamentos e os empregos dos seus associados. É uma prática que está a debilitar a profissão, retirando-lhe força reivindicativa e poder na sociedade. A falta de uma visão minimamente corporativista, contraposta com os incentivos verbais à formação de enfermeiros constante por parte da Ordem e alguns Sindicatos (na suposta defesa do interesse dos cidadãos por cuidados de qualidade, sabendo-se que por mais enfermeiros “que faltem”, o Governo nunca vai abrir vagas para eles), tem um efeito paradoxal: ao invés da formação de enfermeiros contribuir para segurança e cuidados de acordo com as necessidades das populações, está a atirar profissionais para o desemprego e criar péssimas condições para quem trabalha, gerando desmotivação, desinteresse, depressão, que conduz inevitavelmente a maus cuidados de enfermagem, ou pelo menos piores do que podiam ser.

 

Finalmente, existe a percepção da existência de forças contrárias ao desenvolvimento da profissão! Qual a razão de tal percepção? Será isto sentido nos locais de trabalho? Haverá a ameaça fantasma de “roubo” de competências por parte de outros profissionais?

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma?

- Eleição das lideranças de enfermagem (chefes, supervisores e directores) ser feita por nomeação;

Discordo em absoluto

209 21%
Discordo 283 29%
Não concordo nem discordo 224 23%
Concordo 210 22%
Estou totalmente de acordo 48 5%

 


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma?

- Manutenção do actual ritmo de formação na licenciatura em Enfermagem;

Discordo em absoluto

252 26%
Discordo 330 34%
Não concordo nem discordo 174 18%
Concordo 198 20%
Estou totalmente de acordo 20 2%





Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma?

- Os enfermeiros marcam presença na vida política e têm peso significativo nas decisões políticas referentes à classe;

 

Discordo em absoluto

234 24%
Discordo 305 31%
Não concordo nem discordo 100 10%
Concordo 188 19%
Estou totalmente de acordo 147 15%


Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações e o seu impacto para o crescimento e afirmação da Enfermagem enquanto profissão e disciplina científica autónoma ?

- Existe pressão de outros grupos profissionais na regressão/ impedimento/ atraso de crescimento da profissão;

Discordo em absoluto

12 1%

Discordo

57 6%
Não concordo nem discordo 161 17%
Concordo 398 41%
Estou totalmente de acordo 346 36%

 


1.5 - Divulgação do papel do enfermeiro, dotações, rácios

 

93% dos participantes discorda com a actual divulgação do papel do enfermeiro à população, a grande maioria (95%) discorda com as dotações de enfermeiros nos serviços onde trabalha, 45% discorda do uso de rácios da OCDE (ou comparações europeias) para justificar a falta de enfermeiros no País, sendo que nesta questão 33% da amostra não tem opinião sobre o assunto.

 

As dotações são referidas como efectivamente inadequadas (95%), sendo que a maioria da população desconhece os riscos acrescidos que dotações inseguras acarretam para a qualidade dos cuidados e segurança dos próprios utentes (http://www.calnurses.org/assets/pdf/ratios/ratios_patient_safety.pdf).

 

O uso de rácios da OCDE para sustentar o argumento da falta de enfermeiros1 pode ser tem sido colocado em causa na opinião dos inquiridos.A média de Portugal (onde se contabilizam apenas enfermeiros, pois não há técnicos ou auxiliares de enfermagem) é contabilizada de modo diferente da OCDE (havendo países em que Enfermeiros = Enfermeiros e Auxiliares de Enfermagem e técnicos), pelo que a média portuguesa eventualmente poderia ser sempre mais baixa que a Europeia. Para além deste facto, o aumento do número de profissionais que esta comparação “pede” de forma a dar resposta às necessidades em cuidados de saúde dos portugueses deve ter em conta o facto do mercado não estar a absorver os jovens profissionais de enfermagem2 e de o poder político não criar recursos institucionais que respondam a essas mesmas necessidades.

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações no seio da profissão?

- O papel do Enfermeiro é correctamente divulgado junto da população Portuguesa;

Discordo em absoluto

312 32%

Discordo

592 61%
Não concordo nem discordo 52 5%

Concordo

17 2%
Estou totalmente de acordo 1 0%

 



Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações no seio da profissão

- As dotações / nr de enfermeiros nos serviços de saúde são as adequadas (por forma a assegurar a qualidade e segurança dos cuidados);

Discordo em absoluto

627 64%
Discordo 303 31%
Não concordo nem discordo 2 63%
Concordo 10 1%
Estou totalmente de acordo 8 1%

 

 

Qual o seu nível de concordância em relação às seguintes situações no seio da profissão ?

- O uso dos rácios da OCDE para justificação de falta de enfermeiros é uma prática correcta e benéfica para a profissão.

Discordo em absoluto

222 23%
Discordo 218 22%
Não concordo nem discordo 319 33%
Concordo 171 18%
Estou totalmente de acordo 44 5%

 



1.6 - Como avalia o papel desempenhado pelas seguintes personalidades/instituições/espaços web na defesa da função social, dignidade e prestígio da Enfermagem portuguesa (até à data do presente questionário)?

 

Os resultados são claros, à excepção do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Socialista (PS), a maioria dos participantes não tem opinião formada ou desconhece o papel dos partidos políticos na defesa da função social, dignidade e prestígio da Enfermagem portuguesa. No caso do BE, a maioria está satisfeita com o seu papel (51%), a seguir vem o PCP (32%); este dado poderá estar relacionado com as recentes interpelações dos deputados do BE na Assembleia da República sobre os enfermeiros. Já no caso do PS, 72% consideram má a actuação do partido neste âmbito, ficando a seguir o PSD com 52% de opiniões negativas. O PS parece estar a pagar a factura em termos de popularidade devido ao braço de ferro com a classe. De acordo com os participantes do barómetro, são os partidos com maior “representação parlamentar” aqueles que menos defendem a profissão de Enfermagem.

 

Bloco Esquerda

Muito Mau

58 6%
Mau 112 11%
Sem Opinião / Desconheço 308 32%
Satisfaz 408 42%
Satisfaz Bem 88 9%

 



PCP/CDU

Muito Mau

79 8%
Mau 156 16%
Sem Opinião / Desconheço 423 43%
Satisfaz 276 28%
Satisfaz Bem 40 4%

 




CDS-PP

Muito Mau

142 15%
Mau 227 23%
Sem Opinião / Desconheço 471 48%
Satisfaz 119 12%
Satisfaz Bem 15 2%

 



PSD

Muito Mau

219 22%
Mau 297 30%
Sem Opinião / Desconheço 379 39%
Satisfaz 71 7%
Satisfaz Bem 8 1%

 


PS

Muito Mau

438 45%
Mau 260 27%
Sem Opinião / Desconheço 263 27%
Satisfaz 13 1%
Satisfaz Bem 0 0%

 


No que concerne aos nossos representantes directos, a grande maioria dos participantes (95%) considera má ou muito má a actuação da Ministra da Saúde, Ana Jorge, na defesa da Enfermagem Portuguesa, seguindo-se o Primeiro-Ministro (PM) com 89% e o Secretário de Estado Adjunto da Saúde com 80% de opiniões negativas. Tais percentagens reflectem a situação actual: a Ministra da Saúde é responsabilizada desta maneira pelos avanços e recuos que tendem a dilatar a negociação da carreira, o PM diz que “não cede a pressões” e Manuel Pizarro gere um Plano Estratégico de Recursos Humanos da Emergência Pré-hospitalar3 na qual se pretende eliminar os Enfermeiros do Pré-hospitalar (em vez de reconverter os milhares de enfermeiros desempregados, no qual já foi investido bastante dinheiro do Estado para os formar) e substituí-los por técnicos com conhecimentos limitados mas escandalosamente semelhantes, formados de raiz, para responder a situações muito específicas.



Primeiro-Ministro, José Sócrates

Muito Mau

586 60%
Mau 278 29%
Sem Opinião / Desconheço 96 10%

Satisfaz

12 1%
Satisfaz Bem 2 0%

 


Ana Jorge (Ministra da Saúde)

Muito Mau

690 71%
Mau 231 24%
Sem Opinião / Desconheço 38 4%
Satisfaz 14 1%
Satisfaz Bem 1 0%

 


Manuel Pizarro (Secretário de Estado Adjunto da Saúde)

Muito Mau

562 58%
Mau 214 22%
Sem Opinião / Desconheço 184 19%
Satisfaz 14 1%
Satisfaz Bem 0 0%

 




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