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A central de compras do Serviço Nacional de Saúde voltou a contratar este ano uma empresa para fornecimento de serviços de "executive team coaching".

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), que funciona como central de compras do Serviço Nacional de Saúde (SNS), contrataram em Janeiro uma empresa para formar um grupo de funcionários de topo em gestão de tempo e de stress, por 74.500 euros mais IVA. Válido por quatro meses, o contrato vai beneficiar três dezenas de trabalhadores da entidade empresarial.

Esta é já a segunda vez que os SPMS contratam a mesma empresa, Aida Chamiça Lda, por ajuste directo, para a prestação de serviços genericamente designados como executive team coaching. No ano passado, por um contrato de seis meses, os SPMS pagaram a esta empresa 38.500 euros.

Para que serve o executive team coaching? Os serviços contratados incluem “workshops de planeamento, gestão de tempo e assertividade e gestão de conflitos” e ainda “formação em gestão de stress”, explicaram os SPSM em esclarecimento escrito enviado ao PÚBLICO.

A acção de formação que vai decorrer este ano inclui “um total de 30 pessoas das áreas de coordenação e de gestão de projectos TIC [tecnologias de informação e comunicação]”, adiantou. Já a de 2013 foi diferente. Destinou-se aos “quadros superiores da empresa” e enquadrou-se “numa estratégia de formação de liderança de equipas”, acrescentaram os SPMS, sem especificar quantos líderes estiveram envolvidos na acção.

Criada em 2010, esta entidade empresarial que tinha como objectivo poupar cem milhões de euros em três anos sublinha ainda que, além de funcionar como central de compras do SNS, é actualmente responsável pelo desenvolvimento e manutenção dos sistemas de informação do ministério, “o que leva a situações de grande stress diário”.

A contratação de serviços de coaching, prossegue, insere-se numa estratégia destinada a assegurar a evolução e adaptação dos trabalhadores “a novos desafios, ajudando-os a gerir a pressão diária a que estão sujeitos e a manter a motivação e capacidade de trabalho”.

Os SPSM destacam também o facto de os programas contratados de coaching para líderes em 2013 e 2014 terem “o carácter inovador de introduzirem o coaching executivo no sector empresarial do Estado (administração pública)”, sendo que esta abordagem é já “valorizada em contextos empresariais (sector privado)” e “tem sido diferenciadora”.

Outra vantagem prende-se com a abrangência destas formações. “O programa implementado em 2013 nos SPSM associou a vertente do coaching executivo para líderes, com team coaching e ainda com one shot sessions, estas últimas disponíveis a todos os trabalhadores interessados em conhecer temas que estimulassem o seu desenvolvimento”, nota.

Questionados sobre a escolha desta empresa específica, em dois anos consecutivos, sem a realização de concurso público, os SPSM responderam que foi “a exigência dos seus projectos”, com consequente “desgaste” para os seus profissionais, que a levou “a procurar as melhores referências na área de coaching”.

“O extenso currículo profissional de Aida Chamiça, de que se destaca o facto de ser a única profissional portuguesa com o Master Certified Coach, emitido pela International Coach Federation, foi preponderante para a escolha”, explicitaram.

O PÚBLICO tentou falar com Aida Chamiça, que se recusou a prestar qualquer esclarecimento sobre os contratos para o fornecimento de serviços de executive team coaching, alegando que nesta área a discrição é a regra.

Os SPSM têm actualmente 190 trabalhadores.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/central-de-compras-da-saude-gasta-100-mil-euros-em-formacao-para-gestao-de-stress-1621917

As demissões que ocorreram recentemente são “um ataque à democracia que tem de ser repudiado”, defendem os subscritores da carta. Para além dos despedimentos, as pessoas estão impedidas de aceder ao seu posto de trabalho, acrescenta o texto.

 

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Os trabalhadores afirmam que os despedimentos, além de “ilegais”, são uma “irresponsabilidade” para o funcionamento da linha, por visarem “profissionais qualificados exatamente no meio do pico da gripe, altura de exigência máxima”.

 

Este ano, os funcionários públicos ficam assim com uma retenção mensal na fonte de IRS que é maior do que a que sofreram durante o ano passado. E este é um dos motivos pelos quais irão, no momento em que recebem o seu vencimento, notar uma redução de rendimento. Mas não é o único motivo.