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sábado, 22 fevereiro 2014 14:37

Micro dispositivo para monitorização cardíaca remota

é disponibilizado com um sistema de monitorização remota (wireless) que permite uma avaliação à distância do aparelho e possibilita o envio de notificações perante a presença de determinadas arritmias cardíacas.


Hospitais portugueses realizaram, dia 12 de fevereiro, primeiro implante de monitores cardíacos miniaturizados.

No dia 12 de fevereiro de 2014, realizou-se o primeiro implante de micro dispositivos de monitorização cardíaca em Portugal. Cinco equipas médicas implantaram os primeiros monitores cardíacos miniaturizados em Portugal, "dando início a uma nova era no diagnóstico cardíaco".

O Hospital de Guimarães, integrado no Centro Hospitalar Alto Ave, o Hospital Geral de Santo António, integrado no Centro Hospitalar do Porto, e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra foram pioneiros na colocação do novo sistema de monitorização de arritmias cardíacas, cujo tamanho é mais de 80 por cento menor que os dispositivos atualmente disponíveis.

Apesar de significativamente mais pequeno, o novo dispositivo permite uma monitorização contínua durante três anos e é disponibilizado com um sistema de monitorização remota (wireless) que permite uma avaliação à distância do aparelho e possibilita o envio de notificações perante a presença de determinadas arritmias cardíacas.

De acordo com Katya Reis Santos, cardiologista e secretária-geral da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia, "este dispositivo cardíaco está indicado nalguns doentes com síncope (desmaio) ou palpitações, de modo a correlacionar os sintomas com a presença, ou ausência, de arritmias cardíacas, permitindo um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais específico de eventuais alterações do ritmo cardíaco."

A síncope é uma perda de consciência resultante de uma diminuição da circulação sanguínea cerebral global e transitória. Carateriza-se por um início súbito, curta duração e recuperação completa e espontânea. Estima-se que nos indivíduos que atingem os 70 anos a sua prevalência seja de 42% e é responsável por 1% das idas às urgências hospitalares. Existem dois picos para a ocorrência do primeiro episódio, um primeiro em torno dos 15 anos e outro acima dos 65.

As palpitações são uma perceção incómoda do batimento cardíaco (demasiado rápido, demasiado forte ou irregular) e uma queixa muito frequente na prática clínica. Podem ser o resultado de uma arritmia cardíaca ou traduzir um aumento da frequência cardíaca em resposta a uma situação não cardíaca, por exemplo, ansiedade ou anemia.

O novo dispositivo é implantado debaixo da pele através de uma pequena incisão de menos de 1 cm no lado superior esquerdo do tórax e, quando implantado, é frequentemente quase impercetível a olho nu.

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/monotorizacao+cardiaca.htm

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