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terça, 04 fevereiro 2014 14:49

É importante a avaliação das causas de transporte de utente de Chaves para Lisboa

A questão das capacidades instaladas e da sua utilização será com certeza objeto de avaliação pela ARS territorialmente competente”

Administradores Hospitalares consideram importante avaliação das causas de transporte de utente de Chaves para Lisboa

A presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Marta Temido, afirma que o caso do jovem de Chaves que foi transportado para um hospital de Lisboa depois de ter sofrido um acidente de viação terá que ser avaliada para perceber o que aconteceu, visto que não se justifica facilmente esta decisão de levar o utente para a capital quando havia hospitais na região com a valência de neurocirurgia.

“O Santo António e o São João deveriam ser unidades tampão para o Hospital de Chaves nesta valência. Na área de Coimbra parece que não existiria disponibilidade e finalmente o doente é recebido em Lisboa. A questão das capacidades instaladas e da sua utilização será com certeza objeto de avaliação pela ARS territorialmente competente”, aponta Marta Temido à Antena1, numa referência à Administração Regional de Saúde do Norte.

A ARS Norte já confirmou à Antena 1 que abriu um inquérito para apurar o que se passou, embora adiante que a decisão foi do Centro de Orientação de Doentes Urgentes, que decidiu que o utente de Chaves não podia esperar por uma vaga no norte ou no centro do país.

Marta Temido defende que “é importante que estas avaliações se façam, que se perceba o que se passou, e que se corrija no caso de haver necessidade”.

A situação do jovem em causa foi noticiada esta manhã pelo Jornal de Notícias. Hugo Sarmento, de 20 anos, teve um acidente de viação no passado sábado em Chaves. Como o hospital da cidade não tem a especialidade de neurocirurgia telefonou para várias unidades da região norte e centro, mas nenhum tinha lugar para o acidentado.

Hugo viajou então de ambulância entre Chaves e Torres Novas, e em seguida de helicóptero entre Torres Novas e Lisboa. O estudante de Engenharia Civil no Porto ficou internado na unidade de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se encontra em coma induzido.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=714436&tm=2&layout=123&visual=61

 

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