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domingo, 17 novembro 2013 10:54

Enfermeiros querem fim da prestação de cuidados de saúde por farmacêuticos

A Ordem dos Enfermeiros (OE) quer que o Governo ponha fim à prestação de cuidados de saúde em farmácias, por farmacêuticos e técnicos de farmácia, alegando que estes profissionais não têm competência para tal.

"A preocupação da Ordem dos Enfermeiros é a segurança do paciente. Defendemos que as farmácias poderão ser locais de prestação de cuidados quando têm condições estruturais e profissionais para o efeito", explicou o bastonário, Germano Couto, que participou em Coimbra num debate com o Presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS). Jorge Simões.

De acordo com um comunicado divulgado este sábado, Germano Couto referiu que a OE tem vindo a receber queixas, de profissionais de enfermagem e de cidadãos sobre alegados actos de enfermagem em farmácias praticados por outros que não enfermeiros e que comportam riscos para a saúde da população.

"Não estamos a pôr em causa o profissionalismo do farmacêutico. A questão é de quem tem competências para prestar cuidados de saúde, competências que o farmacêutico não possui porque não foi formado nesse sentido", sublinhou. Na opinião do bastonário, para se evitar este tipo de intervenção das farmácias na prestação de cuidados de saúde é preciso que o Governo clarifique um despacho de há quatro anos, "que está enfermado de subjectividade".

De acordo com o comunicado da OE, o presidente da ERS terá exortado os enfermeiros para juntamente com outras ordens contribuir para "uma combinação mais eficiente das profissões, em benefício dos cidadãos". Como exemplo. Jorge Simões referiu que a intervenção dos enfermeiros “pode ir mais além", com é o caso do Enfermeiro da Família, uma figura que aguarda concretização prática no Serviço Nacional de Saúde.

O bastonário corroborou esta ideia, lembrando que Portugal continua a não rentabilizar competências dos enfermeiros, e citou os casos da saúde materna e obstétrica, no acompanhamento da gravidez considerada normal, e na dor crónica.

Segundo o responsável, estes são dois casos em que há "duplicação de recursos", uma vez que continuam a ser "dois atores quando podia ser apenas um, porque um tem o poder da prescrição de medicamentos e exames complementares de diagnóstico [o médico] e o outro não [o enfermeiro]".

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/enfermeiros-querem-fim-da-prestacao-de-cuidados-de-saude-por-farmaceuticos-1612794

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