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quinta, 31 outubro 2013 21:13

Associação de Farmácias admite 11 irregularidades em 6729 receitas

 

A Associação Nacional de Farmácias admitiu, esta quinta-feira, a existência de 11 irregularidades por violação do direito de opção do utente, em 6729 receitas aviadas nas farmácias portuguesas, conforme adiantou um estudo do Infarmed, divulgado na quarta-feira.

 As irregularidades detetadas no estudo da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) correspondem a "0,1% dos casos, (...) um excelente resultado que será ainda melhorado", acrescenta a Associação Nacional de Farmácias (ANF), esta quinta-feira, em comunicado.

A nota da ANF surge um dia depois da divulgação de um estudo Infarmed, segundo o qual, em mais de metade dos casos de venda de medicamentos nas farmácias (56,9%), não foram dispensados os fármacos mais baratos, por não ter sido exercido "o direito de opção do utente".

O estudo resultou de 557 ações inspetivas a farmácias de venda ao público (comunitárias), no âmbito do cumprimento das regras de prescrição e dispensa de medicamentos, estabelecidas na lei das prescrições por Denominação Comum Internacional (DCI).

As vistorias realizadas pelo Infarmed abrangeram todo o país, em dois períodos distintos - de 1 de junho de 2012 a 3 de junho de 2013, e de 2 de setembro de 2013 a 4 de outubro último -, e incidiram na análise individual de 10641 receitas médicas e de 6729 movimentos de dispensa de medicamentos.

Ao congratular-se com a decisão da entidade reguladora continuar a monitorizar o mercado, a ANF preconiza, porém, o alargamento das verificações a "fabricantes e titulares dos direitos de comercialização de medicamentos".

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3508393

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