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quarta, 09 outubro 2013 01:56

Transplantes vão fazer parte dos contratos com hospitais

O Ministério da Saúde vai incluir os transplantes nos contratos programa que faz com os hospitais e que garantem o financiamento das unidades.

 A medida faz parte de um leque de iniciativas que o Governo está a estudar para responder às recomendações do grupo de trabalho que avaliou os motivos do decréscimo da colheita de órgãos e transplantes. Entre elas estava o alargamento das unidades que fazem estas cirurgias e já há privados interessados.

"A proposta de contratualização irá incluir dados referentes a transplantações. O financiamento será feito, por ora, pela atividade desenvolvida, embora, como acontece desde há anos, haverá a fixação de metas contratuais para cada centro de transplantação. Para os centros de colheita a atitude deverá ser a de incentivar que equipas locais procedam às colheitas, quando possível", revelou ao DN o secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa.

A medida visa responder às recomendações feitas pelo grupo de trabalho criado pelo Governo para analisar os motivos do decréscimo dos transplantes. Entre os motivos apontados pelas unidades estavam a falta de formação, de camas, necessidade de maior sensibilidade para a área e também a questão dos incentivos.

O ministério está a estudar o modelo, mas ainda não há valores definidos. "Para já a prioridade é compensar os hospitais que colhem mais e mantêm os dadores cadavéricos em condições de serem dadores", adiantou Fernando Leal da Costa, acrescentando que os dados da transplantação deverão passar a fazer parte do sistema de monitorização que compara os diferentes hospitais e que já"estão a decorrer auditorias aos gabinetes de colheita.

Entre as propostas estava também o alargamento da rede de recolha de órgãos e de unidades a fazer transplantes. "Posso dizer que há hospitais privados interessados em fazer transplantações de órgãos", referiu o secretário de estado, que hoje deverá acompanhar o ministro da saúde, Paulo Macedo, na audição obrigatória na Comissão Parlamentar de Saúde.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3465783

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