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quinta, 06 junho 2013 11:48

Enfermeiros realizam vigília de 24 horas no Hospital de Leiria

Os enfermeiros do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP) iniciam hoje, a partir das 18:00, uma vigília de 24 horas em frente ao Hospital de Santo André contra a falta de pagamento das horas suplementares e o não reposicionamento na tabela salarial.

A delegada de Leiria do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Dina Mendonça, explicou à agência Lusa que o Conselho de Administração (CA) do CHLP, numa reunião em agosto de 2012, comprometeu-se a «pagar a retroatividade das horas suplementares e extraordinárias até março de 2013».

A dirigente acrescentou que o CA fez um plano de pagamento, «que entendeu exequível», e os enfermeiros aceitaram. Mas «o pagamento de janeiro e fevereiro de 2011 só chegou em maio de 2013».

Dina Mendonça lamentou ainda que o CA só tenha aceitado reunir com o sindicato, no dia 24 de maio, após várias insistências. «Foi-nos comunicado que não foi possível cumprir o plano de pagamentos acordado e que iriam liquidar duas prestações todos os meses, até concluir o valor».

No entanto, os enfermeiros «não aceitam ficar mais um ano à espera da reposição das horas suplementares e extraordinárias».

Os enfermeiros do CHLP reclamam também «estar a fazer horas a mais e a ganhar menos».

Segundo Dina Mendonça, o reposicionamento no primeiro nível remuneratório da tabela salarial da Carreira de Enfermagem aos enfermeirosem Contrato Individualde Trabalho (CIT), correspondentes a 35 horas semanais, com um valor base de 1.201 euros, não está a ser cumprido em Leiria.

«Os enfermeiros estão a realizar 40 horas semanais e a receber como base 1.150 euros. É lamentável, quando temos outros centros hospitalares a cumprirem as 35 horas», salientou a dirigente sindical.

Dina Mendonça garantiu que os enfermeiros «não estão em greve». Realizarão a vigília com os colegas que estão disponíveis. «Vamo-nos revezando».

Em comunicado, o CA esclareceu que o «CHLP tem mantido conversações» com as partes, «acautelando a legalidade de todos os processos, e questionando as instâncias superiores que devem, em todo o momento, autorizar as decisões que careçam desse aval».

No que respeita ao reposicionamento remuneratório, o CA considera que o processo «não reúne consenso nas várias instituições hospitalares do país» e «carece de decisão da Administração Central do Sistema de Saúde».

Por isso, o CHLP «decidiu não avançar com qualquer decisão» sem antes obter uma «decisão cabal e definitiva, que possa ser aplicada por todas as unidades de saúde do país».

Sobre o pagamento dos retroativos, o CA referiu que «informou» os representantes do sindicato sobre o «ponto de situação da resolução do processo em questão».


O CA «estranha», por isso, que «seja agendada, nesta altura, de forma unilateral e injustificada, uma ação de protesto», quando está em «desenvolvimento o cumprimento do compromisso assumido».

«O CHLP aplicará as regras que superiormente forem emitidas, lamentando que, por atrasos e indecisões que nos ultrapassam, se crie um ambiente tenso entre a administração e este grupo de profissionais que têm, de forma exemplar, prestado um elevado serviço aos nossos doentes e à nossa instituição», concluiu o CA.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=637088

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