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sexta, 22 novembro 2013 13:29

Especialistas alertam para riscos do jejum para desintoxicar e emagrecer

O jejum é praticado em França cada vez mais para desintoxicar o organismo e emagrecer, mas os médicos dizem que a moda é uma aberração, além de ser perigosa. A proximidade das festas de fim de ano faz com que algumas pessoas procurem métodos radicais no último momento para evitar ganhar uns quilos a mais.


Na Europa, a prática do jejum transformou-se num dos temas mais populares nos fóruns da Internet. «Assim como em todos os anos, vou curar-me com um jejum de 15 dias», relata com orgulho uma cibernauta francesa.

«Fiz jejum na minha casa durante uma semana e tudo ficou bem», conta outro, que perdeu 8 quilos.
A uma mulher magra que duvida sobre o bom senso do jejum, um entusiasta contesta: «O nosso corpo é inteligente, perde pouco quando temos pouco a perder.»

Nesse tipo de jejum a alimentação reduz-se muitas vezes unicamente a alimentos líquidos (sopas, sumo de limão). Alguns praticam em casa, outros em spas e locais especializados.

O turismo do jejum custa centenas de euros por semana e inclui estadas no campo ou na montanha, com algumas excursões. Também existem clínicas privadas elegantes que oferecem o serviço. Um site oferece um exemplo de pacote «Jejum desintoxicante no deserto marroquino».

Raphael Pérez, doutorado em farmácia, dá consultas em Lyon e organiza estadas de jejum «num lugar tranquilo». Segundo ele, atende apenas pessoas com boa saúde.

«Se a pessoa quer fazer o melhor jejum possível, então tomará somente água. Geralmente é feito durante uma semana». «Quando jejuamos, o corpo acelera o seu ritmo de eliminação de toxinas pelo fígado, rins e a pele. Como não recebemos alimentação, o corpo utiliza as suas reservas» explica Pérez. «Mas se depois do jejum começamos a comer desordenadamente, os problemas voltarão. O jejum não é uma solução mágica», adverte Pérez. Os médicos concordam apenas com a última parte do discurso de Pérez.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=670285

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