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terça, 02 junho 2015 15:02

Agência reguladora dos EUA é pressionada a aprovar o «Viagra feminino»

O desejo sexual é um direito humano? E as mulheres têm direito a um pequeno comprimido cor-de-rosa para ajudá-las a senti-lo?

O desejo sexual é um direito humano? E as mulheres têm direito a um pequeno comprimido cor-de-rosa para ajudá-las a senti-lo?

Essas perguntas estão a ser levantadas numa campanha que está a pressionar a Food and Drug Administration (FDA, agência reguladora de fármacos e alimentos dos EUA) a aprovar uma pílula que visa devolver a libido às mulheres. A campanha, apoiada pelo laboratório que desenvolveu a droga e alguns grupos de direitos da mulher, acusa a FDA de preconceito, por ter aprovado o Viagra e 25 outras drogas para ajudarem os homens a terem relações sexuais, mas nenhuma para as mulheres.

«As mulheres aguardaram demasiado tempo», diz o esforço, conhecido como «Even the Score» (ou «Igualando o Placar»), numa petição online que já conta com mais de 40 mil assinaturas. «Em 2015, a igualdade de género deve ser o padrão quando se trata de acesso a tratamentos para a disfunção sexual.»

A droga, a flibanserina, já foi rejeitada duas vezes pela FDA devido à sua eficácia muito modesta ser desproporcional aos efeitos colaterais, que incluem sonolência, tonturas e náuseas. A primeira rejeição, em 2010, ocorreu após a decisão de um comité de conselheiros externos da agência, que por unanimidade foram contrários à aprovação.

Esta quinta-feira, os conselheiros da FDA considerarão novamente se a flibanserina deve ser aprovada.

A Sprout Pharmaceuticals, que agora é proprietária da droga, apresentou novos dados, incluindo um estudo para demonstrar que o comprimido não impede uma pessoa de conduzir. Mesmo assim, a aprovação pode depender de se a FDA concordará em interpretar os dados antigos de uma nova forma e se a política em relação a essas drogas mudou.

A «Even the Score» é apoiada, entre outros, pelas Organizações do Conselho Nacional da Mulher, pela Imperativo de Saúde da Mulher Negra, Conselho Internacional de Mulheres Judias e alguns grupos médicos, como a Associação dos Profissionais de Saúde Reprodutiva.

FONTE - Diário Digital Saúde

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