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terça, 20 janeiro 2015 10:11

Hepatite C afecta cerca de 100 mil portugueses

A hepatite C afecta entre 170 a 200 milhões de pessoas, 3% da população mundial. Em Portugal, estima-se que, actualmente, o número de infectados seja de cerca de 100 mil, provocando um número aproximado de mil mortes por ano. Nos países desenvolvidos, como é o caso de Portugal, a hepatite C continua a ser a causa mais frequente de cancro do fígado e de transplante hepático.

A hepatite C afecta entre 170 a 200 milhões de pessoas, 3% da população mundial. Em Portugal, estima-se que, actualmente, o número de infectados seja de cerca de 100 mil, provocando um número aproximado de mil mortes por ano. Nos países desenvolvidos, como é o caso de Portugal, a hepatite C continua a ser a causa mais frequente de cancro do fígado e de transplante hepático.


Para debater as questões em torno da hepatite C, as melhores estratégias a adoptar no tratamento destes doentes, a recente evolução dos tratamentos e as controvérsias sobre o «actual estado da arte» no respeitante ao tratamento da doença, vários especialistas nacionais e estrangeiros vão marcar presença na Reunião Monotemática – «Hepatite C - Novas Realidades, Novos Horizontes» – organizada pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), que decorre a 31 de Janeiro, a partir das 8:45, no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães.

A maior parte dos infectados pela hepatite C não apresenta sintomas aparentes durante vários anos, o que provoca, na maioria das vezes, o atraso no diagnóstico e, por consequência, o agravamento da doença. Daí que o rastreio, através de uma simples análise sanguínea, seja de extrema importância. Normalmente, quando a doença se manifesta está já num estadio avançado.

José Cotter, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia refere que «entre 30 a 40% dos casos não tratados ou ineficazmente tratados, evoluem gravemente para cirrose, que é uma situação clínica grave e irreversível, cujo tratamento definitivo se restringe apenas ao transplante de fígado. Acresce que nos doentes com cirrose, o aparecimento de cancro do fígado, situação de muito mau prognóstico e com elevadíssima mortalidade, pode ocorrer até 20% dos casos num espaço de tempo de cinco anos».

Da agenda da Reunião Monotemática promovida pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia fazem parte palestras, comunicações e conferências, com temas como «Estratégia de prevenção e rastreio», «Os tratamentos para 2015», «Há cirróticos prioritários?» ou «A cura definitiva existe?».

FONTE - Diário Digital Saúde

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