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sexta, 27 dezembro 2019 10:03

Vacinas para meningite B, HPV e rotavírus entram no Plano Nacional de Vacinação

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde e pela directora-geral da Saúde.

A vacina contra a meningite B e o vírus do papiloma humano (HPV) para rapazes vão passar a fazer parte do Plano Nacional de Vacinação a partir de 1 de Outubro de 2020. A informação foi avançada nesta sexta-feira pelo secretário de Estado da Saúde, António Sales, e pela directora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A vacina contra o rotavírus – principal causador de gastroenterites em crianças – também vai passar a integrar o novo PNV, mas não será aplicada de forma universal: apenas aos grupos de risco, que ainda não estão definidos. Este é um trabalho trabalho que a Comissão Técnica de Vacinação, entidade que dá apoio à DGS na decisão sobre alterações a fazer ao Programa Nacional de Vacinação (PNV) está a fazer. Graça Freitas pensa tê-lo concluído até 1 de Outubro de 2020, quando entram em vigor as novas alterações ao PNV.

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No caso da meningite B, a vacina vai ser introduzida para todas as crianças em Outubro de 2020 — até agora era administrada apenas a grupos de risco. Vai ser aplicada em três doses: dois, quatro e 12 meses. Todas as crianças nascidas em 2019 poderão ser vacinadas de forma gratuita, já que serão “repescadas”, podendo o esquema vacinal ser iniciado quando a vacina passar a fazer parte do PNV ou completado, caso a criança já tenha iniciado a imunização. Graça Freitas explicou que crianças até aos dois anos podem fazer as três doses e crianças entre os dois e os cinco anos deverão fazer duas doses.

Esta vacinação é recomendada até aos cinco anos de vida. Até agora, esta vacina não constava no PNV, mas os pais podiam decidir se deviam aplicá-la ou não através de prescrição médica. Os pais de crianças nascidas noutros anos também vão poder aplicá-la, se assim o entenderem, como acontecia antes.

Actualmente, 85 a 94% das raparigas portuguesas estão vacinadas contra a HPV. Em 2020, chegou a hora de alargar a vacina também aos rapazes que será aplicada a partir dos dez anos — e isto inclui os rapazes que fazem dez anos em 2019, que serão “repescados”.

A vacina contra o HPV será dada em duas doses, com um intervalo de seis meses como acontece com as raparigas. A directora-geral da Saúde explicou que embora a vacina com quatro genótipos do vírus seja suficiente para imunizar os rapazes, tentarão que a vacina seja a mesma que é actualmente administrada às raparigas e que tem nove genótipos.

“O primeiro critério para a vacinação é haver vacinas e tudo dependerá da disponibilidade a nível mundial das vacinas. A vacina com quatro valências para os rapazes seria suficiente, mas se for possível comparemos a mesma vacina para rapazes e raparigas. Vamos fazer o melhor em sede de concurso”, disse a responsável.

O concurso para aquisição das vacinas do PNV será feito de forma centralizada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, como já acontece. O Orçamento de Estado para 2020 prevê um reforço de 11 milhões de euros para o PNV. Graça Freitas estima que seja suficiente para englobar as três novas vacinas. Uma estimativa inicial, feita em Abril de 2019, depois do Parlamento ter aprovado a inclusão destas três vacinas no PNV na discussão do Orçamento de Estado para 2019, apontava para um gasto de 15 milhões de euros. “Essa previsão era se as vacinas fossem para todos. No caso do rotavírus, a inclusão é apenas para grupos de risco”, explicou.

FONTE - Público

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