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sexta, 08 novembro 2019 11:51

Ex- administrador da Octapharma entre os acusados de caso de corrupção relacionado com venda de plasma

Processo investigou monopólio da venda deste componente do sangue aos hospitais públicos portugueses atribuído por concurso público em 2000 à multinacional suíça Octapharma.

O Ministério Público anunciou esta sexta-feira que avançou com a acusação contra seis pessoas singulares e uma colectiva, no processo O Negativo, relacionado com o monopólio da venda de plasma inactivado (componente do sangue) aos hospitais públicos portugueses atribuído por concurso público em 2000 à multinacional suíça Octapharma. O PÚBLICO apurou que entre o rol de acusados está Paulo Lalanda e Castro, ex-administrador da Octapharma em Portugal, empresa para a qual trabalhou o ex-primeiro-ministro José Sócrates após perder as eleições de Junho de 2011.

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Sem referir o nome dos acusados, a nota da Procuradoria-geral da República indica que os suspeitos foram acusados da “prática dos crimes de corrupção activa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais”.

O comunicado adianta que o Ministério Público pediu ainda “a condenação de dois arguidos na pena acessória de proibição do exercício de funções, bem como a perda de vantagens a favor do Estado, concretamente, de várias fracções autónomas de imóveis e da quantia total de 5.351.120,16 euros”. Foi igualmente solicitada uma indemnização de quase 150 mil euros.

Recorde-se que foi no âmbito deste processo que, em Dezembro de 2016, foi detido o médico Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica e da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, que tinha integrado o júri do concurso que permitiu à Octapharma obter o monopólio da venda de plasma inactivado, em 2000. Uns dias mais tarde foi a vez de Paulo Lalanda e Castro detido na Alemanha onde se encontrava em trabalho.

FONTE - Público

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