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sexta, 13 setembro 2019 17:42

Estudo no Reino Unido indica que aumento de preço de pastelaria reduz obesidade

Os dados foram usados para estimar as mudanças na compra de calorias, associada a um aumento de 20% no preço dos lanches com alto nível de açúcar, como bolos, bolachas, biscoitos e chocolates.

A prevalência da obesidade no Reino Unido poderia ser reduzida em 2,7 pontos percentuais num ano, com medidas como um aumento de 20% no preço de produtos de pastelaria, de acordo com um estudo publicado este mês.

O trabalho, publicado no British Medical Journal, foi realizado com dados recolhidos junto de 36.324 domicílios e respetivas despesas de consumo, entre 2012 e 2013. Os dados foram usados para estimar as mudanças na compra de calorias, associada a um aumento de 20% no preço dos lanches com alto nível de açúcar, como bolos, bolachas, biscoitos e chocolates. Foram também usados indicadores do Inquérito Nacional de Dieta e Nutrição, relativos a 5.544 adultos.

O impacto de um aumento de 20% no preço de lanches com alto teor de açúcar na compra de energia (caloria) foi maior em famílias de baixo rendimento classificadas como obesas e menor em famílias de elevado rendimento sem excesso de peso”, lê-se no documento.

Essa constatação ocorreu no contexto do Reino Unido e o resultado foi o dobro do padrão obtido para um aumento de preço semelhante nas bebidas açucaradas.

Nas últimas décadas, a prevalência de obesidade aumentou acentuadamente, com as taxas a triplicarem globalmente entre 1975 e 2016. Em 2016, dois mil milhões de adultos no mundo (com 18 anos ou mais) tinham excesso de peso, dos quais mais de 650 milhões foram classificados como obesos.

Os autores do estudo recordam que a obesidade é um fator de risco importante em determinadas situações crónicas, incluindo cardiopatia, acidente vascular cerebral, vários tipos de cancro e diabetes tipo 2. “No Reino Unido, a prevalência de obesidade entre adultos foi estimada em 27,8% em 2016, superior à média de 19,5% reportada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico” (OCDE), segundo a publicação.

FONTE - Observador

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