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quarta, 11 setembro 2019 15:47

Criança com cancro retirada aos pais que recusaram submetê-la a quimioterapia

O casal norte-americano negou-se a submeter a criança a tratamentos de quimioterapia, tendo procurado medicinas alternativas, como a canábis medicinal, água alcalina e oxigenoterapia.

Um tribunal da Flórida, nos Estados Unidos da América, retirou a Taylor Bland e a Joshua McAdams a custódia do filho de 4 anos, que sofre de um cancro. O casal norte-americano negou-se a submeter a criança a tratamentos de quimioterapia, tendo procurado medicinas alternativas, como a canábis medicinal, água alcalina e oxigenoterapia, conta a BBC. Para o juiz, há um “risco substancial de negligência”.

O menino foi diagnosticado em abril com leucemia linfoblástica aguda e chegou a fazer duas sessões de quimioterapia. Numa publicação no Facebook, a 16 de abril, a mãe do rapaz dizia que a criança estava curada pouco depois do diagnóstico.

Os médicos estão espantados com a recuperação rápida. Para os que perguntaram, fizemos duas rondas de quimioterapia porque podem apresentar uma ordem médica do tribunal para nos obrigarem a fazê-lo”, disse Taylor Bland.

A mãe refere ainda que usou tratamentos alternativos como vitamina B, vitamina C, chá de cogumelos Reishi ou leite materno. “Iremos continuar a usar estes remédios para manutenção nos próximos dez anos”, acrescenta.

Os pais recusaram-se a submeter o filho às restantes sessões de quimioterapia e fugiram do Estado da Flórida. A família foi depois procurada pelas autoridades, tendo sido localizada horas depois. “Os pais têm possíveis acusações criminais de negligência infantil pendentes”, avisava a polícia na altura.

O caso foi na altura a julgamento, tendo ficado decidido que a criança faria quimioterapia, embora os pais pudessem também experimentar alternativas. A criança ficaria, porém, aos cuidados da avó. Esta decisão foi agora confirmada pelo juiz Thomas Palermo, do Estado da Flórida, para quem o menor enfrentaria “um risco substancia de negligência” se fosse entregue aos pais. Ficar com a avó “é a única forma de garantir a saúde, segurança e bem-estar” do rapaz.

Aos meios de comunicação social, a advogado dos progenitores diz que estes estão “obviamente devastados”.  “O menino está a passar por uma experiência médica traumática e está a passar por isso sem os seus pais”, disse Brooke Elvington.

O casal está a considerar recorrer da decisão, segundo a advogada, porque o menino “deve estar em casa com os seus pais”.

Segundo o Hospital de Investigação Infantil de St. Jude, no Tennesse, cerca de 98% das crianças com leucemia linfoblástica aguda entram em remissão poucas semanas depois de começarem o tratamento  e cerca de 90% dos pacientes ficam curados.

FONTE - Observador

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