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segunda, 15 julho 2019 23:00

Siamesas unidas pela cabeça foram separadas em Londres depois de 50 horas de operações

Estavam unidas pelo crânio, cérebro e vasos sanguíneos. Mas sobreviveram às três operações que as separaram num hospital em Londres. O procedimento exigiu 50 horas de trabalho e 100 médicos.

Duas gémeas siamesas unidas pela cabeça foram separadas com sucesso num hospital em Londres, avançou esta segunda-feira a Sky News. Safa e Marwa Ullah, duas meninas paquistanesas de dois anos, estavam unidas pela parte superior da cabeça e partilhavam parte do cérebro e dos vasos sanguíneos da cabeça. Ao fim de três operações no Hospital Great Ormond Street, que exigiram 50 horas de trabalho a 100 especialistas, as duas tiveram alta e estão agora aos cuidados da mãe, do avô e de um tio.

De acordo com um vídeo do hospital, os médicos começaram por separar os vasos sanguíneos e os cérebros das duas bebés. “Depois disso, uma peça de plástico foi colocada entre os dois cérebros e, internamente, já temos duas crianças independentes”, começam por explicar as imagens. A seguir, os médicos separaram o crânio e a pele da cabeça: “Pomos extensores para esticar a pele e a reestruturação final é feita ao reconstruir o topo da cabeça delas com osso coberto com o excesso de pele”, terminam.

Tudo isto foi planeado através de modelos tridimensionais preparados com recurso a realidade virtual, explica a Sky News. Os médicos juntaram-se a informáticos e designers para fazer uma réplica exata da anatomia das duas bebés, incluindo a estrutura do crânio das meninas, a disposição do cérebro delas e a forma como os vasos sanguíneos se entrelaçavam. Os modelos foram depois impressos em plástico e usados pelos médicos para treinar as cirurgias.

A primeira operação foi feita em outubro do ano passado, quando as gémeas, nascidas de cesariana, tinham 19 meses. Quatro meses depois, em fevereiro de 2019, fez-se a última intervenção. Desde então que as bebés ficaram internadas naquele hospital londrino, mas tiveram alta a 1 de julho e agora moram em Londres com a família materna.

A mãe já reagiu ao sucesso das operações: “Somos gratos ao hospital e ao pessoal e gostaríamos de agradecer-lhes por tudo o que fizeram. Estamos extremamente animados com o futuro”. E os médicos também já falaram sobre o caso: “Foi uma jornada longa e complexa para elas e para a equipa clínica que cuida delas. Do nosso ponto de vista pessoal, foi ótimo conhecer esta família. A fé e determinação deles têm sido muito importantes para superar os desafios que enfrentam. Estamos incrivelmente orgulhosos delas”, disse o neurocirurgião Noor ul Owase.

FONTE - Observador

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