Social:
terça, 14 maio 2019 12:04

Cancro: os números que já são uma realidade

É a ciência que diz: 25% da população em Portugal corre o risco de ter cancro até aos 75 anos e 10% dos casos serão fatais. A boa notícia é que 30% a 50% podem ser prevenidos.

A matemática é uma ciência exata, e diante dos números que os estudos científicos sobre o cancro nos mostram, concluímos que esta é, de facto, uma doença assustadora. O primeiro impulso é fugir da informação e até há quem, mantendo um hábito de há duas ou três gerações, nem o chame pelo nome, referindo-se à doença como “uma coisa má”. E por mais que os tempos mudem e a ciência avance, quase ninguém olha serenamente para os atuais números do cancro em todo o mundo. Queremos que se mantenham longe, mas as doenças oncológicas são cada vez mais frequentes e, quem sabe, próximas. A verdade é que quase toda a gente lida, ou já lidou, com um cancro, seja diretamente ou enquanto cuidador, amigo ou familiar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano passado, registaram-se, em todo o mundo, 18 milhões de novos casos, sendo 23,4% na Europa. Morreram 10 milhões de pessoas no planeta, vítimas desta patologia. Em Portugal, é a segunda causa de morte e a sua incidência aumenta, em média, cerca de 3% por ano. Ter um seguro que cubra as despesas que esta doença acarreta é importante, de modo a atenuar o peso no orçamento familiar, assim como ter acesso aos melhores cuidados médicos. É o caso do Seguro Vida + Vencer , da Tranquilidade. Criado especialmente para quando surge uma doença oncológica, este seguro de vida prevê as diversas situações que ocorrem durante esta doença, incluindo a necessidade de contratar terceiros para os cuidados necessários. Cobre, como nenhum outro, as despesas decorrentes de doenças oncológicas, inclui situações de cancro invasivo e não invasivo e dá ao cliente total liberdade na utilização do capital em caso de diagnóstico.

Uma doença, várias tipologias

Os cancros mais comuns são o do pulmão e da mama, seguidos de perto pelo do cólon e o da próstata. Mas esta doença pode atingir qualquer órgão, sendo que alguns, como o de fígado, pâncreas e ovário, são quase sempre mortais. Nestes casos, a expectativa de vida raramente ultrapassa os 5 anos, sendo que alguns (o do pâncreas, por exemplo) não costumam deixar o paciente viver muito mais do que 6 meses. Uma das razões é que este tipo de cancro raramente dá sinais e, regra geral, só é detetado em estágios avançados da doença — quando combatê-la é muito difícil e as curas são tidas como autênticos milagres. Mas a ciência tem evoluído e, segundo um estudo publicado na revista Lancet, a taxa de sobrevivência ao cancro está a aumentar no mundo, mesmo nos tipos de cancros mais mortíferos.

Uma doença com muito efeitos

Outro nome que por vezes se dá a um cancro é “doença prolongada”. De facto, são casos que normalmente envolvem tratamentos de quimio ou radioterapia (por vezes combinados) e cirurgias que exigem períodos de convalescença algo demorados. Os efeitos de todas estas situações são agressivos e vão de um cansaço extremos a dores ou complicações advindas da terapêutica, como alterações no peso, dificuldades em dormir e a nível digestivo, com a alimentação dificultada e o apetite bastante diminuído.

A prevenção também tem vez

Mas também há boas notícias, pois embora a doença continue a proliferar, a probabilidade de cura é cada vez maior, como aponta a American Cancer Society. E os estudos indicam que 30% a 50% dos casos podem ser evitados através de hábitos saudáveis. Não é por acaso que governos de todo o mundo financiam campanhas a favor dos estilos de vida saudável. E o aumento de pessoas que se dedicam a cultivar bons hábitos é notório. No tempo dos nossos avós, não se falava do assunto, o tabaco era para adultos e ninguém reparava que as crianças fumavam passivamente, e a prática de exercício era mesmo só para quem gostava de desporto. Hoje, os ginásios estão cheios e os cigarros são proibidos na maior parte dos espaços públicos. No que toca à alimentação, as mudanças são ainda mais perceptíveis, com a chamada healthy kitchen a ser cada vez mais procurada.

10 maneiras que podem ajudar a prevenir cancro

Tudo pode acontecer. No entanto, as causas do cancro ainda não são inteiramente conhecidas. E os números, mais uma vez, levam a pensar que a aposta na prevenção deve ser feita por qualquer pessoa, em qualquer idade. Indicamos-lhe as melhores maneiras de evitar este combate:

  1. Rastreios
    Não deixe de fazer os exames de vigilância, conforme a sua idade, sexo e antecedentes familiares. Fale com o seu médico. Ele saberá prescrever os necessários.
  2. Tabaco
    Se fuma, trate de procurar uma maneira de largar esse vício o quanto antes. É certamente uma das causas principais de cancro.
  3. Álcool
    Se consome bebidas alcoólicas com frequência, comece a pensar em regular esse hábito. Sozinho, já tem efeitos a favor da doença; quando conjugado com o tabaco ou a toma da pílula, aumenta ainda mais os malefícios.
  4. Açúcar
    Tente esquecê-lo. As células cancerígenas alimentam-se dele, o que aumenta a probabilidade de se desenvolverem.
  5. Alimentação
    Escolha alimentos o mais frescos e naturais possível, e evite aqueles que são muito processados, como bolos e refeições industrializadas.
  6. Sol  
    Precisamos dele para viver, mas não entre as 11h30 e as 15h00, e muito menos em excesso. Prefira expor-se nos restantes horários, em que as radiações são menos agressivas e use sempre protetor solar.
  7. Exercício
    O sedentarismo é a causa de muitas doenças, e o cancro não foge à regra. Se não gosta de nenhum desporto, caminhe. Meia hora por dia pode ser a sua salvação.
  8. Poluição
    É para evitar ao máximo e merece o todo o esforço da sua parte.
  9. Amamentação
    Não desista de amamentar o seu bebé. Além de ser muito bom para a saúde durante toda a vida dele, é uma forma per se de evitar o cancro da mama — o mais mortal entre as mulheres.
  10. Vacinas
    Mantenha-as em dia e assim evitará infeções e bactérias que podem causar cancro.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Conteúdo produzido pelo Observador Lab. Para saber mais, clique aqui.

FONTE - Observador

Ler 73 vezes