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segunda, 13 maio 2019 18:14

PAN quer acabar com as beatas de cigarro nas ruas de Lisboa

O partido sugere a criação de cinzeiros de bolso portáteis e coletores espalhados pela cidade para recolher beatas. Paragens de autocarro, entrada do metro e zonas de escritórios são o principal foco.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) vai apresentar na terça-feira, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma recomendação para acabar com as beatas de cigarro nas ruas da capital.

O PAN propõe a realização de uma campanha de sensibilização que alerte “para o perigo ambiental e de saúde pública de deitar filtros de cigarros para a rua”. Segundo o documento, o partido pretende também que seja criado, “numa ação coordenada” entre a câmara, as juntas de freguesia e a Polícia Municipal, um “órgão de fiscalização municipal dedicado exclusivamente à poluição das ruas” de Lisboa.

A “distribuição de coletores/cinzeiros de bolso/portáteis para que a população fumadora possa apagar os seus cigarros em qualquer lugar ou altura sem que isso implique poluir a cidade” e “equipar a cidade com coletores específicos para os filtros de cigarro” são outras das medidas que o grupo municipal do PAN quer que sejam tomadas pelo executivo municipal, liderado pelo socialista Fernando Medina.

A recomendação dos deputados municipais do PAN, Inês de Sousa Real e Miguel Santos, visa “reforçar a instalação de caixotes de lixo equipados com cinzeiro na cidade, nomeadamente nas paragens de autocarro, à entrada das estações de Metropolitano, à porta de zonas de escritórios, centros empresariais e serviços municipais”.

O partido recomenda ainda que o valor aplicado em coimas seja canalizado “para investir em infraestruturas para a cidade e campanhas de sensibilização com vista a reduzir a poluição nas ruas da cidade”.

“A beata de cigarro é muito leve e móvel. Quando é deitada para o chão, rapidamente é transportada pelo vento ou chuva e acaba por contaminar os solos, os mares e todos os organismos vivos e ecossistemas que com ela tenham contacto. Existem até relatos de crianças que ingerem filtros de cigarro que apanham nos parques. A maioria das pessoas não tem ainda a noção da toxicidade e perigosidade deste resíduo e do impacto ambiental que tem”, considera Inês de Sousa Real, citada num comunicado enviado às redações. Nesse sentido, “apesar da importância de se passar a prever coimas para quem deita beatas para o chão, devem existir ações de sensibilização e fiscalização, assim como infraestruturas para as descartar corretamente”, acrescenta a deputada.

A Assembleia Municipal de Lisboa vai também discutir uma moção, do mesmo partido, para que sejam levadas a cabo políticas públicas para a classificação e tratamento adequado dos resíduos de filtros de cigarro.

FONTE - Observador

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