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quarta, 10 abril 2019 15:52

Qualidade do ar melhorou em Aveiro mas ainda há trabalho para fazer

Especialista alerta para decadência das frotas de autocarros da região que são altamente poluentes.

São boas notícias para quem vive ou trabalha na região de Aveiro, mas com o aviso de que há ainda muito trabalho para fazer. A qualidade do ar tem vindo a melhorar, nos últimos anos, ainda que haja ainda a necessidade de baixar os níveis de poluentes – nomeadamente NO2, PM10 e Ozono. Os dados foram apresentados esta quarta-feira, em Aveiro, na conferência anual da equipa do ClairCity, projecto europeu que analisa o papel dos cidadãos na redução da poluição atmosférica nas cidades.

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Mais do que apresentar os números resultantes da monitorização e inventariação de medições que tem vindo a ser feita pela equipa da Universidade de Aveiro (UA) – que também está envolvida no projecto -, os trabalhos serviram ainda para debater questões como a redução da pegada de carbono ou o papel da indústria na melhoria da qualidade do ar, entre outras.

Em cima da mesa esteve, também, a mobilidade sustentável, outra das áreas em que, apesar do trabalho realizado, há ainda um caminho a percorrer. Susana Castelo, consultora que desenvolveu o Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro, identificou algumas prioridades, nomeadamente ao nível da mudança de comportamentos. “É preciso aumentar a autonomia dos alunos, encorajando-os a irem a pé ou de bicicleta para a escola”, destacou, defendendo a necessidade de se elaborarem planos de mobilidade escolares. O mesmo deve ser feito ao nível das empresas e zonas industriais, apontou a técnica.

Susana Castelo alertou ainda para “a forte decadência das frotas de autocarros que circulam na região” e que tem “impactos incríveis ao nível da poluição e das emissões”, defendendo que sejam definidos critérios e regras de qualidade no concurso de transporte público rodoviário.

Outra das questões a ter em conta passa por assegurar, conforme prevê a lei, que “para todos os lugares com mais de 40 habitantes deve ser providenciado transporte regular ou flexível que permita o acesso à sede de concelho respectiva, durante o período da manhã e da tarde, pelo menos três dias por semana”, reparou Susana Castelo. Contudo, “o que se verifica é que existe um conjunto significativo de lugares que não têm oferta de transporte público rodoviário”, notou.

A conferência, que decorreu no edifício da Assembleia Municipal de Aveiro, contou com a presença de Hans Bolscher, director do projecto ClairCity, bem como do presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, Ribau Esteves, e do vice-reitor da UA, Eduardo Anselmo Castro.

FONTE - Público

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