Social:
quarta, 10 abril 2019 13:27

Cantão suíço suspende temporariamente antenas 5G

A decisão foi tomada pelo cantão de Vaud, motivada pelos alegados riscos de saúde que têm sido associados ao 5G. Esta limitação aguarda um relatório pedido pelo Gabinete Federal do Ambiente.

O cantão de Vaud, na Suíça, suspendeu temporariamente as novas autorizações para a instalação de antenas 5G no espaço desta divisão administrativa, noticiou o jornal suíço Le Temps. Esta moratória é válida até que seja conhecido o relatório do Gabinete Federal Suíço do Ambiente sobre o impacto desta tecnologia na saúde.

A longa discussão teve lugar esta terça-feira e foi motivada por uma resolução apresentada por Raphael Mahaim, representante do partido dos Verdes suíço. Mas o momento mais confuso deu-se quando Jacqueline de Quattro, conselheira do Estado suíço, disse que o cantão estava a seguir a mesma linha do governo.

Entretanto, o Conselho de Estado da Suíça — a câmara alta da Assembleia Federal da Suíça — clarificou as palavras da conselheira: “O Conselho de Estado da Suíça não tomou uma decisão nas autorizações para construir as antenas 5G e, portanto, não tem até ao momento nenhuma moratória em relação a essas autorizações”. O comunicado acrescenta ainda que o conselho está de acordo com o princípio da precaução.

Também de acordo com o princípio da precaução está a Federação de Médicos Suíça. A federação prefere esperar que sejam conhecidos os resultados dos estudos de impacto da radiação para ver se faz sentido aumentar os limites admissíveis ou não, conforme entrevista à MigrosMagazine.

“Não se esqueçam que as frequências usadas nos próximos anos pela 5G são extremamente próximas das de 3G e 4G”, disse um porta-voz da Swisscom. “Os medos relacionados com esta tecnologia são infundados porque nunca foi demonstrado que o uso destas frequências é perigoso”, acrescentou a empresa de telecomunicações, que tem antenas em teste no cantão de Vaud. A empresa Sunrise já tem antenas numa quinzena de municípios do cantão e diz que não vai admitir vetos aleatórios à construção das antenas, noticiou o Le Temps.

O jornal assume que Neuchâtel, Genebra e Valais podem tornar-se os próximos a tomar o mesmo tipo de decisão — ou, no mínimo, a discuti-la — graças às pressões políticas e dos cidadãos.

Bruxelas é uma das cidades citadas como exemplo de travão em relação aos testes com as antenas 5G. Os receios de que a radiação possa afetar a saúde dos cidadãos e a dificuldade do governo belga em chegar a acordo em relação às regras que devem ser impostas, fez com que o projeto piloto fosse suspenso, noticiou o jornal The Brussels Times.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

FONTE - Observador

Ler 147 vezes