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segunda, 21 janeiro 2019 23:10

Marcelo Rebelo de Sousa preocupado com aumento da mortalidade infantil

O chefe de Estado defendeu que é preciso apurar as causas para que a taxa de mortalidade infantil não volte a aumentar no próximos anos.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se hoje preocupado com o aumento da mortalidade infantil, defendendo que é preciso apurar as causas para que "não se volte a repetir no futuro".

"Supondo que esses números correspondem à realidade, isso preocupa-me. Porque uma das bandeiras da democracia de Abril era uma mudança revolucionária no domínio da mortalidade infantil, uma redução drástica", considerou.

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O chefe de Estado que esteve esta segunda-feira no Porto a convite do presidente da Câmara, o independente Rui Moreira, para assistir à apresentação do projecto de reconversão do Matadouro Industrial de Campanhã, rejeitou fazer uma leitura dos números, mas sublinhou que "gostava" de perceber, junto dos especialistas, se estes números correspondem à realidade e porque é que isto aconteceu.

"Se for verdade aquilo que foi noticiado e, se for verdade que uma das conquistas de Abril conhece uma evolução negativa, então o que é preciso é apurar porque é que isso aconteceu, para que não continue a acontecer", declarou.

De acordo com os dados oficiais ainda provisórios, os valores da mortalidade infantil são apenas ligeiramente acima dos que foram verificados em 2016. No ano passado, a taxa de mortalidade infantil foi de 3,28 mortes por cada mil nados vivos, quando em 2017 tinha sido de 2,69 e em 2016 de 3,24.

A evolução da taxa de mortalidade infantil, hoje noticiada pelo Correio da Manhã, levou a Ordem dos Médicos a pedir um apuramento rápido das causas do aumento, que segundo dados provisórios da Direcção-Geral da Saúde registou em 2018 o valor mais elevado desde 2013.

A Direcção-Geral de Saúde considerou, contudo, que a taxa provisória de mortalidade infantil em Portugal em 2018 está dentro da normalidade e que continua abaixo da média europeia, aconselhando cautela na análise dos dados.

FONTE - Público

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