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sexta, 18 janeiro 2019 12:27

Ministra da Saúde nega riscos para unidades de cuidados continuados

A ministra da Saúde, Marta Temido, negou esta sexta-feira, em Coimbra, que os acordos com as unidades de cuidados continuados de saúde estejam em risco, depois de ter sido divulgada uma dívida de 6,4 milhões de euros.

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"De forma nenhuma, os cuidados continuados correspondem a uma aposta da actual legislatura, que já vinha de trás, que exigem um grande desenvolvimento e forte investimento, na medida em que são estruturas recentes", disse a governante aos jornalistas. Segundo o Jornal de Notícias, a Associação Nacional de Cuidados Continuados reivindica 6,4 milhões de euros ao Estado por dívidas relativas aos aumentos contratualizados de 2017 e 2018.

À margem do encontro "Liderança e Governação Clínica - Um compromisso com o Serviço Nacional de Saúde", promovido pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a ministra disse que o Governo está apostado no "desenvolvimento dessas estruturas na capacidade de resposta de camas e outras áreas de prestação e isso envolve algumas dificuldades e tempo".

"Temos de fazer o caminho de superar essas situações que causam constrangimentos no terreno, mas isso é algo que estamos apostados em fazer", sublinhou Marta Temido, sem confirmar o valor da dívida. Apenas adiantou que as situações de "estrangulamento são para resolver", salientando que a situação financeira do Serviço Nacional de Saúde tem levado a "alguns constrangimentos" mas que o fecho de algumas unidades "seria totalmente indesejável".

"E tenho a certeza de que isso não irá acontecer, porque estamos cá para responder por problemas que possam existir e por respostas que precisamos e com as quais contamos", acrescentou a ministra.

A 27 de Dezembro, a Associação Nacional de Cuidados Continuados anunciou uma providência cautelar contra o Estado português, acusando os Ministérios da Saúde e da Segurança Social de não cumprirem com os acordos de cooperação, colocando o sector em risco. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados, José Bourdain, explicou que a opção pelo recurso à justiça teve a ver com o facto de a associação, criado no ano passado para representar o sector, sentir "um total abandono e desprezo" por parte do Governo.

Em causa, de acordo com o mesmo responsável, está o facto de não de a associação conseguir ser recebida ou ouvida pelos Ministérios da Saúde ou da Segurança Social, nem pelo primeiro-ministro - além do não cumprimento dos acordos de cooperação assinados em 2017 e 2018. À entrada para o encontro, a mesma governante foi confrontada com um pequeno protesto do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, tendo trocado algumas palavras com o seu coordenador regional, Paulo Anacleto.

Na curta conversa, Marta Temido salientou o "caminho de aproximação" entre o Governo e as posições dos enfermeiros."Neste momento, está-se a tentar concluir uma negociação sobre um conjunto de temas", disse. O representante regional do sindicato apelou ao ministério "para não fechar portas para concluir coisas que estão pendentes, sob pena de manter e agravar injustiças tremendas a esta classe que tanto dá ao Serviço Nacional de Saúde".

FONTE - Público

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