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sexta, 28 dezembro 2018 06:00

Empresa que contrata médicos à tarefa diz que ninguém oferece 500 euros por hora

Preço máximo definido na lei é de 39 euros por hora. Ministra da Saúde disse que houve quem pedisse 500 euros por hora para assegurar a urgência da Maternidade Alfredo da Costa no Natal. O que deu origem a grande polémica.

O preço a pagar por hora a médicos prestadores de serviços está tabelado por lei desde há alguns anos, depois de num passado recente terem sido divulgados casos em que hospitais chegaram a pagar 100 euros por hora a anestesistas para trabalhar em urgências. E as regras têm sido actualizadas ao longo do tempo.

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De acordo com a tabela actualmente em vigor (regulada pelo despacho 3027/2018), o valor por hora para médicos especialistas em geral é de 26 euros, mas pode ser aumentado entre 35 a 50% em determinadas circunstâncias. É assim de 39 euros, no máximo, ainda que haja hospitais públicos que conseguem contornar estes limites, alegando que está em causa o atendimento dos cidadãos.

Na sequência da polémica provocada pelas declarações da ministra da Saúde na segunda-feira (Marta Temido afirmou que havia médicos a pedir 500 euros por hora para trabalhar na véspera e no dia do Natal na Maternidade Alfredo da Costa), o PÚBLICO pediu a várias empresas de prestação de serviços que contratam profissionais à tarefa se é habitual pedir valores da ordem dos 500 euros por hora aos hospitais públicos em épocas de maiores carência, como o Natal, mas só uma respondeu.

A Medipeople adiantou que o valor que está “a praticar” actualmente é de 37,75 euros por hora. “Em momento algum oferecemos valores de 500 euros nem sequer temos conhecimento de nenhuma situação similar com outra empresa”, acrescentou.

As solicitações estão a aumentar a necessidade que o sistema tem de anestesistas. As carências são muitas devido também à evolução da especialidade. Os anestesistas têm agora que responder a muito mais solicitações do que no passado, têm que responder não só a cirurgias, mas também apoiar exames, como ressonâncias e colonoscopias, além da analgesia epidural nos partos.

FONTE - Público

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