Social:
quinta, 27 dezembro 2018 16:10

Faltam mais de 500 anestesistas nos hospitais públicos

Mais de 500 anestesistas estão em falta nos hospitais públicos em Portugal, segundo o último Censos de Anestesiologia, uma realidade que neste Natal ficou visível na maior maternidade do país.

Mais de 500 anestesistas estão em falta nos hospitais públicos em Portugal, segundo o último Censos de Anestesiologia, divulgado em junho, uma realidade que neste Natal ficou visível na maior maternidade do país.

A falta de anestesistas nas escalas do dia 24 e 25 de dezembro levou a que a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, apenas recebesse nesses dias as urgências, passando as restantes utentes para outros hospitais.

De acordo com o Censos de Anestesiologia de 2017, faltavam 541 médicos anestesiologistas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O mesmo estudo, divulgado na Ata Médica Portuguesa, veio mostrar que, até 2017, cerca de um terço dos anestesistas formados nos últimos anos optou por não trabalhar no SNS.

Em três anos formaram-se 145 especialistas em anestesiologia e só 99 é que terão ingressado nos quadros médicos dos hospitais do SNS, o que representa 68%.

Segundo o Censos, que analisou a realidade em 86 hospitais, há cerca de 1.280 anestesistas a trabalhar no SNS, o que dá um rácio de 12,4 profissionais por 100 mil habitantes. Em 2014, o rácio era ainda menor, de 12,0. Há ainda 262 anestesistas a trabalhar apenas em unidades privadas de saúde, fazendo com que o rácio passe a ser de 15,1 por 100 mil habitantes. A Federação Mundial de Sociedades de Anestesiologia recomenda que o rácio seja de 17,9 anestesistas por 100 mil habitantes.

Apesar de um crescimento de 2% no número de anestesistas nas unidades públicas, as necessidades dos hospitais têm sido ainda mais crescentes. Foram identificadas mais de 615 mil intervenções cirúrgicas com necessidade de um anestesista, o que representa um acréscimo de 3,4% em relação a 2013.

Apesar de ter havido um ligeiro aumento no rácio dos anestesistas de 2014 para 2017, a região de Lisboa e Vale do Tejo e a do Algarve registaram um decréscimo.

Agora que 2018 está a terminar...

...é bom recordar que há cinco anos ainda não havia Observador. Quando olhamos para o caminho que percorremos desde maio de 2014 sabemos que ele não teria sido possível sem o que trouxemos de novo ao jornalismo português por não termos tido medo de ser diferentes para fazer a diferença, tal como não teria sido possível sem a nossa imensa comunidade de leitores. Todos os dias, 24 horas por dia.

É um caminho que queremos continuar a percorrer com independência e irreverência, um caminho que só podemos percorrer se contarmos com o apoio dos nossos leitores. As nossas receitas de publicidade são muito importantes, mas concorremos com gigantes mundiais. Não são esses gigantes que vos dão o jornalismo de que gostam e de que o país precisa – esse só pode ser produzido por equipas como a do Observador. Isso tem um preço, mas que é o preço da liberdade – da sua liberdade. E do seu gosto pela qualidade, daí o nosso programa de assinaturas Premium.

Está ainda a tempo de aproveitar a promoção de final de ano. Não perca tempo – agora que 2018 está a terminar, seja também um Observador Premium.

FONTE - Observador

Ler 406 vezes