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terça, 25 setembro 2018 15:47

Há 23 novos medicamentos para o cancro em avaliação

Medicamentos para o cancro custaram aos hospitais nos primeiros sete meses do ano 200 milhões de euros. A oncologia representa 27,6% do total da despesa dos hospitais com medicamentos.

A Autoridade Nacional do Medicamento — Infarmed tem em avaliação 23 novos medicamentos inovadores para o tratamento do cancro. Este ano já foram aprovados cinco novos tratamentos para esta área.

Os medicamentos oncológicos custaram aos hospitais nos primeiros sete meses do ano 200 milhões de euros, um acréscimo em relação ao mesmo período de 2017. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, no simpósio Oncologia em Portugal, Realidades e Desafios, que se realizou no Parlamento, e onde vários especialistas referiram também que a oncologia é a área na qual mais decorrem ensaios clínicos. Ainda assim, ficou o alerta de que Portugal está muito atrasado em relação a outros países.

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Neste momento, o Infarmed tem 65 processos de avaliação de novos tratamentos para o cancro. De acordo com Rui Ivo, vogal do conselho directivo, “destes, 23 são inovações, dois são genéricos e outros 35 são pedidos de novas indicações” (medicamentos que já estão disponíveis mas que agora estão a ser avaliados para outras indicações terapêuticas). Segundo o responsável, são processos que estão em fases distintas de avaliação.

Durante a sua apresentação, Rui Ivo adiantou que no ano passado foram aprovados 18 medicamentos indicados para o tratamento do cancro, dos quais sete para o tratamento de melanoma (cancro da pele), cinco para o cancro do pulmão, dois para o mieloma múltiplo e o mesmo número para o cancro colo-rectal. Para os cancros do ovário e linfoma não-Hodgkin foram aprovados, respectivamente, um medicamento para cada.

O responsável do Infarmed acredita que este ano será possível chegar, pelo menos, ao mesmo número de novos tratamentos aprovados em 2017. Para já, cinco receberam luz verde (dois para a leucemia linfoblástica aguda, um para o cancro do pulmão, outro para o melanoma e um para o cancro gástrico).

Rui Ivo salientou os custos crescentes nesta área. “Os custos que temos não é só pela inovação introduzida, mas há também algum efeito da duração dos tratamentos. Temos muitas vezes terapias combinadas entre novos fármacos e outros que já estavam disponíveis."

Entre Janeiro e Julho deste ano, os medicamentos com indicações oncológicas tiveram um custo de 200 milhões de euros para os hospitais, o que representa um acréscimo de 21,7% em comparação com o período homólogo do ano passado (mais 35 milhões de euros). A oncologia representa 27,6% do total da despesa dos hospitais com medicamentos.

FONTE - Público

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