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terça, 05 junho 2018 17:52

Malária já matou mais de 3.800 angolanos este ano

Os dados foram avançados esta terça-feira pelo secretário de Estado da Saúde, José Vieira Dias da Cunha, na apresentação do tema sobre "A Malária em Angola no Contexto Atual: Estratégias".

Angola já registou este ano 3.853 óbitos provocados pela malária, de um total de 1,5 milhão de casos da doença, que é a principal causa de morte no país, segundo fonte oficial do Ministério da Saúde.

Os dados foram avançados esta terça-feira pelo secretário de Estado da Saúde, José Vieira Dias da Cunha, na apresentação do tema sobre “A Malária em Angola no Contexto Atual: Estratégias”, no âmbito do Encontro Metodológico sobre a Malária, a decorrer em Luanda, com a participação de mais de 300 técnicos de todo o país.

Segundo o governante angolano, citado pela agência noticiosa angolana, Angop, foram registados de janeiro até agora 1.527.238 casos de malária, número que ultrapassa o de 2016, ano em que Angola registou uma epidemia de febre-amarela, com 1.392.051 casos. Face ao atual quando, as autoridades sanitárias angolanas já caracterizam 2018 como um ano epidemiológico, sendo as províncias do Cuanza Norte, Bengo e Huambo as mais endémicas.

Luanda, a capital de Angola, inclui-se na lista de províncias mais afetadas pela doença, com o registo, no primeiro trimestre deste ano, de mais de 240 mil casos de malária.

Em declarações à imprensa, a ministra da Saúde, Silvia Lutukuta, considerou a prevenção a melhor via para o combate à doença, o que pode ser feito através da luta contra o vetor e contra as larvas. “São muito importantes para evitar que surja o mosquito e, por outro lado, o diagnóstico precoce da doença também é muito importante, assim como o tratamento adequado”, referiu. Sílvia Lutukuta salientou ainda que a malária é uma doença que entra no grupo de síndromes febris, mas que “nem sempre toda a febre é malária”.

“Nós temos que ter os meios adequados e os profissionais atentos para fazer o diagnóstico adequado e também temos que educar a nossa população a não desvalorizar os quadros de febre, irem precocemente às unidades hospitalares, para serem atendidos e avaliados. Todo o esforço está sendo feito de chegar os medicamentos a todos os níveis”, referiu.

O encontro metodológico visa capacitar os técnicos a garantirem o acesso universal à prevenção, com mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração, abordar o diagnóstico e tratamento da malária de forma uniformizada em adultos, crianças, grávidas e grupos socialmente desfavorecidos.

FONTE - Observador

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